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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Regresso

 Regresso


Avanço lentamente

Recuo bruscamente

Sem mágoas

Sem magoar

Sem ousar

Holofotes apagados

Invisível entre a multidão

Folhas secas num caminho infinito

Flutuando sobre a terra da solidão

Levadas pelo vento que as agita

As vezes, em fortes rajadas

Outras vezes, carinhosamente suave

Flutuando, flutuando...

E novamente volta...

Onde tudo começou.


Revenir


Avancez lentement

Je recule brusquement

Sans causer de douleur

Sans me blesser

Sans oser

Projecteurs éteints

Invisible parmi la foule

Feuilles sèches sur un chemin sans fin

Flottant au pays de la solitude

Pris par le vent qui les secoue

Parfois en fortes rafales

D'autres fois, amoureusement doux

Flottant, flottant ...

Et de retour ...

Où tout a commencé.


Raquel G Morais.

Foto Raquel G Morais.




segunda-feira, 24 de agosto de 2020

A CELA

A Cela


Mãos retorcidas 

Levantadas aos céus

Um grito surdo ressoa

E o divino observa indiferente.


Meu livre arbítrio limitado

Livre dentro da prisão

Esperança estrangulada

Livre-me do anátema.



La prison


Mains tordues

Élevé vers les cieux

Un cri sourd retentit

Et le divin regarde indifféremment.


Mon libre arbitre limité

Gratuit à l'intérieur de la prison

Espoir étranglé

Libérez-moi de l'anathème.


Raquel G Morais

Imagem do Google



quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Minha Alma Chora Como a Terra

Minha Alma Chora Como a Terra


Quando as folhas choram

Quando os pássaros são feridos

Quando a terra se veste de desamparo

Quando tudo se enegrece

Minha alma se desnuda

E canto como a terra.


Quando menos é mais, em iguais proporções

É o olhar assustado, que me desorienta.

Quando asas cinzas abrangem o espaço

Lágrimas em pó, sobem para o firmamento

E cobrem a densidade da dúbia injustiça.


Quando o fruto é comido, ainda em flor

Seus devoradores cantam inconscientes

E o espectro da morte é ignorado.

Quando o incerto ronda as cercanias

E se alastram em possíveis esconderijos

Meus braços são curtos demais

E minha alma chora como a terra.


Mom Âme Pleure Comme La Terre


Quand les feuilles pleurent

Quand les oiseaux sont blessés

Quand la terre porte l'impuissance

Quand tout noircit

Mon âme est nue

Et je chante comme la terre.


Quand moins est plus, dans des proportions égales

C'est le regard effrayé qui me désoriente.

Quand les ailes grises couvrent l'espace

Des larmes poudreuses montent au firmament

Et ils couvrent la densité de la justice douteuse et de l'injustice.


Quand le fruit est mangé, toujours en fleur

Tes dévoreurs chantent inconscients

Et le spectre de la mort est ignoré.

Quand l'incertitude entoure l'environnement

Et ils se sont répandus dans de possibles cachettes

Mes bras sont trop courts

Et mon âme pleure comme la terre.


Raquel G Morais

Imagem do Google.