A canção da Eternidade
Amor impossível, idealizado;
Sem tempo, sem prazo de validade;
Somente ama, sem porquês;
Nasce de repente, cresce e floresce, sem ser regado;
Nada exige, nem espera, basta em si mesmo;
União de alma, espírito e mente;
Existe em outra dimensão, espaço e tempo;
Não se vê, não se toca, não é efêmero;
É vulcão inativo;
Impossível, distante, mas perfeito;
Repleto de fantasias e maravilhas inatingíveis;
Sem tristezas inerentes;
O espaço em que habita e flutua e inalcançável;
É miragem no deserto;
É dia infindável, não ha escuridão, nem medo do desconhecido, da solidão;
É secreto, inviolável;
Alma e mente se juntam em uma dança lenta, que embala, acalma, acaricia e une;
E unidos se elevam, se transportam para o mundo do infinito, da imparidade;
Onde não há começo, meio e fim, só duas almas unidas dançando a canção da eternidade.
Le chant de l'éternité
Amour impossible, idéalisé;
Pas de temps, pas de date d'expiration;
Seulement l'amour, sans les pourquoi;
Il naît soudainement, grandit et fleurit sans être arrosé;
Rien n'exige, ni n'attend, n'est suffisant en soi;
Union de l'âme, de l'esprit et de l'esprit;
Il existe dans une autre dimension, l'espace et le temps;
Pas vu, pas touché, pas éphémère;
C'est un volcan inactif;
Impossible, distant, mais parfait;
Rempli de fantasmes inaccessibles et de merveilles;
Pas de chagrins inhérents;
L'espace dans lequel vous habitez et flottez est inaccessible;
C'est un mirage dans le désert;
C'est un jour sans fin, il n'y a pas de ténèbres, pas de peur de l'inconnu, de la solitude;
C'est secret, inviolable;
L'âme et l'esprit se rencontrent dans une danse lente qui emballe, apaise, caresse et unit;
Et unis, ils se lèvent, se transportent dans le monde de l'infini, du handicap;
Là où il n'y a pas de début, de milieu et de fin, il n'y a que deux âmes réunies qui dansent le chant de l'éternité.
Raquel G Morais, 28/03/18.
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quinta-feira, 29 de março de 2018
segunda-feira, 26 de março de 2018
RECOMEÇO
Recomeço
Recomeçar...
Recomeço devagar, sentindo o lugar que piso;
Olhando a paisagem já conhecida, mas que novamente apavora e
fadiga;
A confiança não é total, atenta ao inesperado;
O velho torna-se novo;
O caminho guarda surpresas que impele o coração;
Por isso o temor, o medo;
O medo do que é velho, do conhecido que desconhece;
Medo das velhas pegadas, dos trilhos que levou a viajem, a
rumos não projetados;
Por isso;
Por isso;
Quero pisar no novo, no diferente;
Fechar o caderno do passado e abrir uma nova folha;
Recomeçar, escrever uma nova história;
Olhar o branco, o vazio a frente, e não temer preenche-lo;
Entrar numa nova terra, exuberante, matizada de novas cores;
Onde eu possa me deitar, e com o dedo pontilhar, o céu com novas estrelas;
Onde eu possa me deitar, e com o dedo pontilhar, o céu com novas estrelas;
Colocar um novo sol, que aqueça o frio da alma;
Uma nova lua, sempre cheia e brilhante, que nunca se esconderá;
Deixando-me, perdida no escuro do meu eu;
Deixando-me, perdida no escuro do meu eu;
Nesse novo mundo quero habitar sem medo, construir novos sonhos,
abrir novos caminhos;
Andar sem pressa, sem pegar atalhos que a vida possa oferecer;
Escolher quem fica na minha vida;
Não levar muita bagagem, mas o essencial;
Respirar esperança e mitigar amor;
Que a experiência e a sabedoria sejam meu sinônimo;
A firmeza e o discernimento meu heterônimo;
Que a palavra insensatez seja riscada da minha página;
Que as induções alheias sejam levadas pelo vento;
Para que assim, ninguém me tire da meta que tracei;
Vou firme, forte e concisa, não aceito caronas e nem
palpites;
Ergo a fronte com um sorriso;
Sou eu, o meu próprio guia;
Sou eu, o meu próprio guia;
Sou o que sou, e não temo o que
virá;
Vivo o hoje com lúcidas escolhas, não anseio pelo amanhã;
Ele chegará, e colherei tudo o que ontem plantei.......... Sem avidez.
Ele chegará, e colherei tudo o que ontem plantei.......... Sem avidez.
quarta-feira, 21 de março de 2018
CONHECER O INEXPLORÁVEL
Conhecer o inexplorável.
Se maravilhar ou decepcionar
Expectativa que intriga
Desperta o pensamento, a imaginação
Senda que promete o que a percepção não captou
É como olhar o arco-iris, parece tão perto, mas é inatingível
A mente não desiste, persiste, olha o que está longe e trás para perto.
Nasce as fantasias, os desejos, que perpassa todo o corpo.
O olhar passeia, pelo rosto, boca, corpo, envolve, acolhe o desejo do outro.
Tudo acontece no olhar, que se atraem, se fixam, se encontram e nadam na íris da imaginação.
Querer esperado, que nasce e logo se transborda.
Quer hoje, amanhã, quer sempre.
O olhar vai abrangendo, possuindo.
E acena.Vem, segue-me, vamos banhar nesse mar desconhecido e descobrir as delícias que estão guardadas nas águas desse desejo.
Raquel G Morais, 21/03/18
Se maravilhar ou decepcionar
Expectativa que intriga
Desperta o pensamento, a imaginação
Senda que promete o que a percepção não captou
É como olhar o arco-iris, parece tão perto, mas é inatingível
A mente não desiste, persiste, olha o que está longe e trás para perto.
Nasce as fantasias, os desejos, que perpassa todo o corpo.
O olhar passeia, pelo rosto, boca, corpo, envolve, acolhe o desejo do outro.
Tudo acontece no olhar, que se atraem, se fixam, se encontram e nadam na íris da imaginação.
Querer esperado, que nasce e logo se transborda.
Quer hoje, amanhã, quer sempre.
O olhar vai abrangendo, possuindo.
E acena.Vem, segue-me, vamos banhar nesse mar desconhecido e descobrir as delícias que estão guardadas nas águas desse desejo.
Raquel G Morais, 21/03/18
segunda-feira, 19 de março de 2018
CONTINUAÇÃO DE MORTE E VIDA
A vida é um enigma, e dar respostas a mistérios é a maior
calamidade.
Uma breve passagem, que não sabemos de onde vem nem para
onde vai.
O conhecimento humano aumenta a cada dia, mas não
encontraram respostas ao fundamental.
O importante e como viveu o que fez nesse intervalo.
Vida e morte não são inimigas, fazem parte de nós, você
pertence a tudo.
A vida é atividade a morte é descanso
O sol nasce, mas também se põem.
A noite é uma pequena morte, onde você se recarrega.
Há quem não conseguem se desligar, nem quando dorme, o fluxo
é contínuo, dia e noite. Que tipo de vida é essa?
Viver não é apenas estar no mundo, estar vivo, cada segundo
é importante, pois em um segundo tudo pode mudar.
Viver é ver a beleza e a autenticidade no sorriso de uma
criança.
Se maravilhar com o por do sol, com o nascer de um novo dia.
Com o cantar alegre dos pássaros, que não se preocupam com o
que a de comer e nem beber.
Apreciar as coisas simples da vida.
Sorrir de uma velha piada.
Dar mais importâncias às pessoas do que a coisas.
Momentos tristes e problemas faz parte da vida, tudo passa,
então vamos distribuir sorrisos.
Vamos ouvir nossos velhos recontar suas histórias, seus
conselhos sábios adquiridos com a experiência.
Passear com a família, fazer piquenique na beira do lago.
Conversar, brincar com nossos filhos, seja eles grandes ou
pequenos.
Conservar um grande amor, não deixa-lo adormecer.
Não viver ansioso pelo futuro, mas viver o presente, o aqui,
agora, o momento.
Estar presente de corpo, alma, mente e coração.
Raquel G Morais, 19/03/18
MORTE E VIDA, CAMINHOS PARALELOS
Morte e Vida, caminhos paralelos
Não há respostas suficientes para se fazer compreender a vida e a morte.
Não há respostas suficientes para se fazer compreender a vida e a morte.
É um grande mistério, todos estão tateando no escuro.
Fingir que compreende é lamentável, melhor aceitar o
incompreensível.
Vivemos e morremos, um ciclo de começo meio e fim.
Duas extremidades cheias de mistérios.
Dois caminhos paralelos, hora você está em um, no
momento seguinte no outro.
Um processo inevitável.
Somos unos com o mundo, seus fenômenos é nossa
representação.
O conhecimento da existência trouxe a nossa finitude temida, e nos diferencia dos animais.
Tudo perece, estamos no caminho para a morte;
O tempo, a toda hora marca a sua chegada.
O tempo, a toda hora marca a sua chegada.
Não se evita nem prolonga, o desconhecido chegará.
Na ânsia de viver, experimentamos prazeres intensos e
insaciáveis, frivolidades que desvalorizam a vida.
Vivendo como se jamais fosse encontrar com a morte.
Vida e morte tem valor capital, a vida se
transformou em mercadoria, produto de consumo, um objeto que se deve manter bonito e apresentável.
Banimos a ideia de morte pelo mito da vida.
A expectativa maior de vida, nos fez esquecer que nascemos
para morrer.
Temos que saltar da condição de medo e angústia, para alcançar o
sentido do ser, e assim enfrenta-la.
Viver com simplicidade e autenticidade, sabendo que a morte
faz parte da vida.
Aceitar os limites, nossa finitude, viver sem medo, sem culpa
sem planos ilimitados.
Quem somos, de onde viemos e para onde vamos, perde o seu
significado, pois fazemos parte do universo, na sua totalidade.
A complexidade da vida e entender a condição humana, o
universo está dentro de nós.
Na jornada humana, na nossa existência, temos que viver a
vida intensamente, com profundidade, se envolver com o mundo e não deixar que a
certeza da morte nos tire o prazer de viver.
Essa certeza, faz transformar nossa maneira de ver a vida, a
morte, e o mundo.
Faz com que não enchemos nossas vidas com coisas vazias e
sem sentido, fazem nos enxergar a nós mesmos.
Morte e vida, quem não se arrisca, já está
morto em vida.
Temos que ter prazer em viver, pois a cada momento pode
findar.
A morte nos faz valorizar a vida, valorizar o presente, faz nos
desenvolver o amor, a tolerância à compaixão, a alegria, a paz e a justiça.
Fazem-nos sair do egocentrismo.
Aprender a morrer, é aprender a viver.
Todos que caminham pela terra, são prometidos para a morte,
mas mesmo sabendo que somos mortais, devemos viver com alegria e contentamento.
A morte é somente um porto onde tudo cessará, é mais suportável
que a vida.
O importante é o que você faz nesse intervalo, nessa breve
passagem.
A vida e a morte é um caminho, somos todos caminhantes,
hospedeiros, passageiros e peregrinos.
domingo, 18 de março de 2018
BELEZA DO CAOS
Beleza do caos
Realidade, desequilíbrios, desproporções naturais, criações
da natureza, fluir da vida
Mundo, ordem e desordem, simetria e assimetria, beleza que nasce
do caos
Oceano do desconhecido, conhecimento inexplorado, mistérios
ocultos
Conhecimentos sem verdades plenas, impossível tudo conhecer
Necessidade vital de conhecer o real, angustiosa
investigação
Mutações e permanências do mundo
Ordem incorporal, leis invisíveis que regem o mundo
Percepções e sensibilidades, conhecimento das leis
invisíveis
Modelos de explicação do real, métodos imprecisos
O próprio olho não se vê, o homem não pensa fora da sua
humanidade
A mais bela ordem do mundo é extensão amontoada varrida ao
acaso
A ordem advém do caos, tudo está a caminho do caos, a ordem
em fluxo
Ordem é uma ideia para adequar as coisas
O conhecido faz como que aventuramos ao desconhecido
Experimentar as coisas, tal como elas são, com total intensidade
Nuas e cruas
Alma primitiva
Não somente viver, mais ser, sem pressa, no caminho do acaso
Tudo em pequeninas partes
O não saber produz o saber
Liberdade, livre escolha
Universo impreciso, indefinido, vago e rico em sedução para
a mente
Percepção, trilha sensitiva, nos leva a trilha que conduz a
singularidade dos corpos
Que habitam o fluxo do real e suas múltiplas relações indefinidas.
Que habitam o fluxo do real e suas múltiplas relações indefinidas.
O que seria sensato? Submeter a razão ao próprio tribunal da
razão?
Ou compreender a necessidade e a beleza do caos.
Raquel G Morais, 18/03/18
sábado, 17 de março de 2018
COMPREENSÃO
É da minha natureza buscar conhecer, compreender tudo que me cerca.
Sei que nunca vou chegar a compreender, é uma busca infinita.
Não importa.
O que realmente importa é o que vou aprendendo e assimilando pelo caminho.
Raquel G Morais, 17/03/18
Sei que nunca vou chegar a compreender, é uma busca infinita.
Não importa.
O que realmente importa é o que vou aprendendo e assimilando pelo caminho.
Raquel G Morais, 17/03/18
APARÊNCIAS
Aparências
Tudo que se aprecia, se vê, toca
Tudo aparência
Tudo aparência
Mundo, aparências, olho que se vê, língua que se fala
Verdade aparente, aparências da realidade
Partes do mundo real, abstração
Palavras, representação do real em partes
Verdades, ilusões do real
Interpretações, verdades provisórias
Real sem significados, sentidos
Eu a você, você a mim, nós ao mundo
Real nunca compreendido, os olhos dão sentido
Olhar de dúvida, olhar que se espera salvação
Busca por significado, mas sente apenas ideia do real
Corpo ao devir, sacrificado pela linguagem
Aparência, consciência reage, presente no corpo
Presença, sentidos
Mera ilusão? Não, sensibilidade do corpo
Vai fluindo, possuindo
Jogo de várias faces, criatividade, exploração
Captar tudo que a natureza nos oferece
Liberdade, poder, intimidade com o mundo.
Com os corpos em constantes mutações
Nada é real, ou nós que não enxergamos a realidade?
Mudanças constantes, e conseguimos ver somente a aparência
Em nada nos aprofundamos.
Nada é real, ou nós que não enxergamos a realidade?
Mudanças constantes, e conseguimos ver somente a aparência
Em nada nos aprofundamos.
Raquel G Morais, 16/03/18.
quinta-feira, 15 de março de 2018
VIDA, NÃO SE VÁ
vida, Não Se Vá
Oh!! vida que estás em mim;
Gritas um grito mudo, pois não quero te ouvir;
Estás inquieta dentro de mim, procurando loucamente por onde possa sair;
Queres liberdade, queres bailar no céu e chegar ao infinito;
Mas eu te retenho, pois preciso de mais tempo;
Mais tempo para amar;
Mais tempo para sorrir;
Mais tempo para chorar;
Me dê esse tempo, me deixe ficar;
Quero ser amada com loucura e intensidade
Adormecer na relva e contemplar a eternidade;
Quero o vento nos meus cabelos;
Quero a chuva na minha pele;
Quero o sol a me aquecer;
Quero tudo que podes me oferecer;
Quero sentir sua força inigualável;
Quero que esteja em mim, na sua totalidade;
Por isso eu te peço, não se vá.
la vie, n'allez pas
Oh !! la vie qui habite en moi;
Vous criez un cri silencieux, car je ne veux pas vous entendre;
Tu es agité en moi, cherchant follement où aller;
Vous voulez la liberté, vous voulez danser dans le ciel et atteindre l'infini;
Mais je te retiens car il me faut plus de temps;
Plus de temps pour aimer;
Plus de temps pour sourire;
Plus de temps pour pleurer;
Donnez-moi ce temps, laissez-moi rester;
Je veux être aimé avec folie et intensité
Endormez-vous dans l'herbe et contemplez l'éternité;
Je veux le vent dans mes cheveux;
Je veux la pluie sur ma peau;
Je veux que le soleil me réchauffe;
Je veux tout ce que tu peux m'offrir.
Je veux sentir votre force sans pareille;
Je veux que ce soit en moi, dans son intégralité;
C'est pourquoi je vous demande, ne partez pas.
Raquel G Morais, 14/03/18.
Oh!! vida que estás em mim;
Gritas um grito mudo, pois não quero te ouvir;
Estás inquieta dentro de mim, procurando loucamente por onde possa sair;
Queres liberdade, queres bailar no céu e chegar ao infinito;
Mas eu te retenho, pois preciso de mais tempo;
Mais tempo para amar;
Mais tempo para sorrir;
Mais tempo para chorar;
Me dê esse tempo, me deixe ficar;
Quero ser amada com loucura e intensidade
Adormecer na relva e contemplar a eternidade;
Quero o vento nos meus cabelos;
Quero a chuva na minha pele;
Quero o sol a me aquecer;
Quero tudo que podes me oferecer;
Quero sentir sua força inigualável;
Quero que esteja em mim, na sua totalidade;
Por isso eu te peço, não se vá.
la vie, n'allez pas
Oh !! la vie qui habite en moi;
Vous criez un cri silencieux, car je ne veux pas vous entendre;
Tu es agité en moi, cherchant follement où aller;
Vous voulez la liberté, vous voulez danser dans le ciel et atteindre l'infini;
Mais je te retiens car il me faut plus de temps;
Plus de temps pour aimer;
Plus de temps pour sourire;
Plus de temps pour pleurer;
Donnez-moi ce temps, laissez-moi rester;
Je veux être aimé avec folie et intensité
Endormez-vous dans l'herbe et contemplez l'éternité;
Je veux le vent dans mes cheveux;
Je veux la pluie sur ma peau;
Je veux que le soleil me réchauffe;
Je veux tout ce que tu peux m'offrir.
Je veux sentir votre force sans pareille;
Je veux que ce soit en moi, dans son intégralité;
C'est pourquoi je vous demande, ne partez pas.
Raquel G Morais, 14/03/18.
quarta-feira, 14 de março de 2018
DECEPÇÃO
Decepção
É luz que se apaga;
É noite sem luar;
Um sentimento que vai se apagando aos poucos, até não mais existir;
Te criei em meus pensamentos, te fiz alguém, mas essas imagens aos poucos foi se esmaecendo;
Não consigo mais te ver, te reconhecer, você está tão longe das qualidades que te dei;
Você se fez em mim alguém que não existe;
Uma miragem;
Agora vejo o real atrás do imaginário;
A máscara está caindo, você se revelando, e o que vejo me entristece;
Tempo........Oh!! tempo, porque mataste o meu sonho?
Doce ilusão que a realidade fere;
Dessa ferida sangra você e tudo o que quis ser, e tudo o que eu queria que fosse;
Vai.... doce ilusão, vai sangrando e chorando;
Deixando aqui o vazio a tristeza, a isolação;
O tempo tudo revela;
Não perdoa quem sonha, quem acredita no sonho, e nem o que faz sonhar;
Oh!! tempo, chegaste em mim como uma ventania, e levastes meus amores, minhas ilusões, meus devaneios, minhas expectativas;
Me deixaste sozinha, no meio da multidão;
Por todo lado que olho, só vejo decepção.
Raquel G Morais, 14/03/18.
Imagem do Google.
É luz que se apaga;
É noite sem luar;
Um sentimento que vai se apagando aos poucos, até não mais existir;
Te criei em meus pensamentos, te fiz alguém, mas essas imagens aos poucos foi se esmaecendo;
Não consigo mais te ver, te reconhecer, você está tão longe das qualidades que te dei;
Você se fez em mim alguém que não existe;
Uma miragem;
Agora vejo o real atrás do imaginário;
A máscara está caindo, você se revelando, e o que vejo me entristece;
Tempo........Oh!! tempo, porque mataste o meu sonho?
Doce ilusão que a realidade fere;
Dessa ferida sangra você e tudo o que quis ser, e tudo o que eu queria que fosse;
Vai.... doce ilusão, vai sangrando e chorando;
Deixando aqui o vazio a tristeza, a isolação;
O tempo tudo revela;
Não perdoa quem sonha, quem acredita no sonho, e nem o que faz sonhar;
Oh!! tempo, chegaste em mim como uma ventania, e levastes meus amores, minhas ilusões, meus devaneios, minhas expectativas;
Me deixaste sozinha, no meio da multidão;
Por todo lado que olho, só vejo decepção.
Raquel G Morais, 14/03/18.
Imagem do Google.
AUSÊNCIA
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
segunda-feira, 12 de março de 2018
SEDUÇÃO
Sedução
Sedução, indução, fascínio, encanto;
Sedução, indução, fascínio, encanto;
Inconsciente ou consciente;
Prelúdio, Expectativa, espera;
O corpo fala, reage;
Química;
Jogo fascinante, que envolve e cativa;
Olhar profundo,
simultâneo;
Mistérios;
Desafios;
Corrente elétrica que nos atrai, faz o corpo tremer, se
insinuar;
Desperta o desejo, nos leva a loucura;
Descobertas surpreendentes;
É bebida que embriaga, sol que resplandece;
É noite de luar;
Os olhos se dilatam e a flecha é disparada;
Rasga a noite, carregada de malícia;
Caminho de fogo, ardor inebriante;
Toma a mente, o corpo o ser;
Sensibilidade aflorada, conserva o fogo, alimenta, cresce, se
avoluma descontrolado;
E nos faz arder de ensejo, de se queimar nesse fogo, chegar
ao ápice, e dançar com as estrelas.
La séduction
Séduction, induction, fascination, charme;
Inconscient ou conscient;
Prélude, attente, attends;
Le corps parle, réagit;
La chimie;
Jeu fascinant, impliquant et captivant;
Regard profond et simultané;
Les mystères;
Les défis;
Le courant électrique qui nous attire, fait trembler le corps, s’insinue;
Réveille le désir, nous conduit à la folie;
Résultats surprenants;
C'est une boisson ivre, un soleil brillant.
C'est la nuit au clair de lune;
Les yeux se dilatent et la flèche est tirée.
Il déchire la nuit, chargé de malice;
Sentier de feu, ardeur enivrante;
À qui appartient l'esprit, le corps;
La sensibilité est apparue, conserve le feu, nourrit, grandit, devient incontrôlable;
Et cela nous fait brûler, brûler dans ce feu, atteindre le sommet et danser avec les étoiles.
domingo, 11 de março de 2018
O OLHO QUE TUDO VÊ
Há um olho que tudo vê
Sou observada a todo o momento
Se estou no céu, na terra, ou nas profundezas do mar
Seu olhar inescrutável me rodeia
Não há nada que lhe posso ocultar
É imparcial, não me condena, mas também não me absolve.
Está em mim
Contempla o mais íntimo do meu coração e mente
Não compreendo, mas aceito sua presença onisciente.
Nele não há maldade, é contemplativo.
Mas me faz ciente do seu olhar.
Viaja comigo nos caminhos dos pensamentos
Só ele sabe onde pouso
Se há perigo, seu olhar está fixo em mim.
Se fico ou se vou, não me sinaliza
Livre arbítrio
Ele é sábio, está em tudo e em todos.
Não se cansa.
Deixa-me em liberdade, mas ciente que é indubitável.
Não há desculpas nem nada irresistível.
Posso enganar o outro, mas não completamente a mim mesmo.
Pois esse olhar está plantado em mim.
sábado, 10 de março de 2018
DESEJOS NOCIVOS
Desejos nocivos
O corpo reage a mente recrimina
Ilusões, momentos, irrealidade
Prazer em ver prazer
Prazer seguido de vazio
O vazio dói, questiona
No vazio, os olhos se abrem
A realidade se mostra, o inferno nos engole
A realidade se mostra, o inferno nos engole
A mostra do paraíso é uma miragem, o inferno é real
Um pé na terra, outro no nada, o paraíso prometido não
existe
Oscilação, desequilíbrio
O caos se instala, a vida cobra a insensatez
Vem a colheita, frutos amargos
Choro e lamentações
Choro e lamentações
Aflição interminável, desejos insaciáveis, esperança perdida
Direção
Separação de desejos
O que enlouquece do que é fundamental
Minimalismo
Separação de desejos
O que enlouquece do que é fundamental
Minimalismo
Desejar menos e viver mais
Viver o essencial, um amor simples, puro e real
Trará a paz que preciso.
Raquel G Morais, 10/03/18.
sexta-feira, 9 de março de 2018
INCOMPLETUDE
Incompletude
Quero ir, mas ficar é mais fácil;
Raquel G Morais, 09/03/18.
Quero ir, mas ficar é mais fácil;
Quero chorar, mas sorrir é ser mais agradável;
Quero gritar, mas é incômodo;
O grito interno ecoa e ensurdece;
O grito interno ecoa e ensurdece;
Meu coração está rasgado, mas minhas vestes estão perfeitas;
Sangro por dentro, mas por fora minha pele está
translúcida;
Quero correr sem destino, mas ter um porto seguro é mais
cômodo;
Há muros por todos os lados;
As portas são vigiadas;
Como sair desse lugar onde nasci e cresci, mas que hoje me aprisiona?
Fazem-me comer e beber de coisas que não me agradam;
Já não consigo digerir;
Estou enferma, contaminada;
A felicidade substituída pela passividade emocional;
Que lentamente enterra a alma;
Na cova da depressão, passional e irracional;
A felicidade substituída pela passividade emocional;
Que lentamente enterra a alma;
Na cova da depressão, passional e irracional;
Preciso me curar dessa dependência, deste estado de inércia;
Preciso fazer nascer em mim um espírito novo, uma mente independente;
Preciso de novas forças, que resarcía;
Preciso de novas forças, que resarcía;
Preciso comer reflexão e saborear do saber;
Beber conhecimento e sentir a lucidez;
Prisão morna, corações frios;
Libertar-me ei, das correntes, que só meus olhos veem;
Beber conhecimento e sentir a lucidez;
Prisão morna, corações frios;
Libertar-me ei, das correntes, que só meus olhos veem;
Só assim serei livre, vivendo em completude.
Raquel G Morais, 09/03/18.
quinta-feira, 8 de março de 2018
JÁ É TEMPO
“Já é tempo de o homem estabelecer a sua meta. Já é tempo de o homem plantar a semente da sua mais alta esperança.
Seu solo ainda é bastante rico para isso. Mas, algum dia, esse solo estará pobre e esgotado, e nenhuma árvore poderá mais crescer nele.
Ai de nós! Aproxima-se o tempo em que o homem não mais arremessará a flecha do seu anseio para além do homem e que a corda do seu arco terá desaprendido a vibrar!
Eu vos digo: é preciso ter ainda caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançante. Eu vos digo: há ainda caos dentro de vós.
Ai de nós! Aproxima-se o tempo em que o homem não dará mas à luz nenhuma estrela. Ai de nós! Aproxima-se o tempo do mais desprezível dos homens, que nem saberá mais desprezar-se a si mesmo.”
NIETZSCHE
quarta-feira, 7 de março de 2018
RENASCI
Perseguida, torturada, retalhada, queimada a fogo
Minhas cinzas esquecidas
Mas como a fênix renasci
Levanto lentamente, e me olho por inteira
Contemplo-me, gloriosa, resplandecente
Olho o mundo, vejo as vidas que nele fervilha
Meus algozes
Contemplo com indiferença
Nada mudou, nem o mundo nem as pessoas
Procuram novas vítimas, que andam despercebidas.
Com minhas novas asas, alço voos destemidos, pois o medo já
se foi.
Não sou mais reconhecida
Corpo como marfim
Cabelos como ébano
Olhos profundos e inescrutáveis
Por dentro guardo as cicatrizes
Mas por fora, meu corpo reluz
Por onde passo, deixo um rastro de tremor e desejo
Ando altiva e sedutora, firme como uma rocha que não se abala
O vento nos meus cabelos faz desprender um perfume único e inefável
Que vai embriagando e confundindo as vidas que passam por
mim
Sigo meu caminho, sem perguntas, aguardando as surpresas que
me reservam
De que forma chego, não importo
Importante é caminhar, sem importar como me observam.
Raquel G Morais, 07/03/18.
terça-feira, 6 de março de 2018
SOLIDÃO
Solidão
Em todos os lugares eu estou em mim;
Poucas coisas me penetram;
Viajo solitária nas ondas do pensamento;
Passo o céu, passo a terra, passo o mar e também o deserto;
Em cada lugar eu adormeço e sonho;
No céu eu me elevo, na terra me fixo, no mar me banho e no deserto
me seco;
E com as asas do pensamento, me sento no topo do mundo;
Sozinha entre a multidão, observo;
Rostos murchos, tristes, alegres, contemplativos, exaltados,
indiferentes;
Solidão querida;
Volto no tempo, estou no presente e imagino o futuro;
Profunda sensação de isolamento;
Escrevo minha história em silêncio;
Não tenho medo do escuro do meu eu;
É quietude e paz;
Passa o vento, passa a chuva;
Estou em liberdade;
Contemplo a criação e admiro o criador;
Vem a mim universo, me povoa com seu mistério;
Faz-me brilhar, um brilho que não ofusca nem atrai;
Mistério amigo, desafiante;
Milagre oculto;
Envolta no casulo da minha alma, espero pacientemente a
metamorfose.
segunda-feira, 5 de março de 2018
VIDA, QUE MARCA DEIXEI?
Vida, Que Marcas Deixei?
Desejos, volúpia do momento
Satisfação imediata
Sentimentos nulos
Indefinições, desejos e paixões
Caos sentimental
Desordem mental
Desejar, possuir
Sabedoria limitada, desejos exacerbados
Prazer momentâneo, alegria passageira
Viver no inferno e contemplar o céu
Escolhas, consequências
Pensamentos, ações e reações
Como passa o vento, passa a vida.
E tudo é um vapor que se desvanece
Riqueza, beleza, amores, ilusões
Quando a vida se esvai, que marca deixei?
Qual vida, qual alma, eu toquei de verdade?
Fui apenas mais um peregrino, um viajante sem bilhete marcado.
Raquel G Morais, 05/03/18.
Imagem do Google.
Desejos, volúpia do momento
Satisfação imediata
Sentimentos nulos
Indefinições, desejos e paixões
Caos sentimental
Desordem mental
Desejar, possuir
Sabedoria limitada, desejos exacerbados
Prazer momentâneo, alegria passageira
Viver no inferno e contemplar o céu
Escolhas, consequências
Pensamentos, ações e reações
Como passa o vento, passa a vida.
E tudo é um vapor que se desvanece
Riqueza, beleza, amores, ilusões
Quando a vida se esvai, que marca deixei?
Qual vida, qual alma, eu toquei de verdade?
Fui apenas mais um peregrino, um viajante sem bilhete marcado.
Raquel G Morais, 05/03/18.
Imagem do Google.
sábado, 3 de março de 2018
INCERTEZAS
INCERTEZAS
Incertezas são como ferro que fere;
Como navalha afiada, que derrama o sangue do nosso eu;
Incertezas são como ferro que fere;
Como navalha afiada, que derrama o sangue do nosso eu;
Incertezas consomem, e queimam como fogo;
Incertezas dilaceram, corroem;
São situação que não se prevê, imprecisões;
Incertezas internas e externas;
Sem nenhum conhecimento de causa;
Sem nenhum conhecimento de causa;
Os olhos estão abertos, mas a visão oscila;
Há ambiguidade, confusão, perplexidade;
Há ambiguidade, confusão, perplexidade;
Irresolução, dubiedade;
Tantas ansiedades...Incertezas do presente, de um futuro sem alegrias;
A batalha é travada;
A batalha é travada;
Açoites e golpes nos atormentam;
Somos dilacerados;
E nosso ser se derrama pelas fendas abertas;
E nosso ser se derrama pelas fendas abertas;
A batalha se estende, e a angústia nos consome;
O castelo é atingindo, e desmorona como se fosse de área;
E somos enterrados debaixo desse monturo;
Tudo que éramos, que somos, e o que há de ser, se foi;
Soterrados debaixo das incertezas, que cercam a nossa
existência.
Raquel G Morais, 03/03/18.
quinta-feira, 1 de março de 2018
SENTIMENTOS ADORMECIDOS
Sentimentos adormecidos
Raquel G Morais, 01/03/18
Querer a muito aguardado
Anseio por acordar da noite de luar que adormeci
Despertar, encontrar o brilho do sol que a muito não via.
Desejo de reviver novamente, se elevar, até chegar ao êxtase.
Antes que o sol se ponha e venha junto, obstáculos, vácuos e escuridão.
Que caminho seguir até chegar ao oásis?
Incerto... Assim sigo na imensidão desse deserto
Começa a busca, caminho por várias trilhas.
Decepções, descrenças, desventuras e enfado, o sol queima a pele do meu
rosto cansado.
Os caminhos se confundem pela sua similaridade.
Vou caminhando e experimentando o mel e o fel.
Nada de especial, nem sabor, nem cheiro exótico.
Nem um lago para se banhar, nem fogo para se queimar.
Desistir é doloroso, ferida que não fecha.
Vazio existencial, sentidos delapidados.
Um ser fragilizado, sozinho caminha, já sem forças sem vigor sem
esperança, sensação de abandono, carência.
Mas como um raio algo brilha no caminho, predestinada vou sendo atraída até ele.
E algo toca no mais profundo do meu eu, e revive sentimentos
adormecidos, desenterra outros que nem sabia existir, até então ignorados, e
muda todo meu ser.
Muda minha existência e minha essência, meus olhos brilham em
expectativa.
Não sei se é para o bem ou para o mal,
Mas isso agora não tem importância, quero é sentir, sinto sentimentos
embaralhados que não consigo definir, mas que explodem em mim , derramando meu
querer, minha alma.
Então mergulho nesse mar de prazer, de sensações, de êxtases.
Sublime rendição, meu corpo se derrete, e todos os sentimentos
adormecidos se despertam para a vida, a lua nasce e derrama sua luminosidade
sobre meu corpo que vibra.
Sua luz prateada passeia pelos meus contornos.
Silenciosamente eu me ergo e todo meu corpo brilha, e sigo
sorrateiramente nesse caminho, escondendo a luz que brilha em mim, estou
envolta no orvalho que cai, as gotas reluzentes vão me banhando, me embebem de
um sentimento incontido a muito esquecido.
Fantasias, sonhos, maravilhas nunca presenciadas pelo meu ser, não há
palavras suficientes para descrever a avalanche idílica que transborda a
represa de emoções
contidas em mim.
Raquel G Morais, 01/03/18
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