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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

PORQUE DESISTIMOS DE VIVER?



Porque desistimos de viver?


Desistir de viver, não é apenas cometer suicídio;
Continuamos a viver, mas estamos mortos por dentro;
Matamos nossos desejos, nossos objetivos, nossa alegria, nosso amor pela vida;

Recolhemos para dentro e nós, e ficamos remoendo todas as nossas tristezas, angústia e decepções;
Focamos sempre no lado ruim das coisas, e não enxergamos o privilégio que temos,
por termos família, amigos, ter pessoas que nos amam, apesar de não darmos muita atenção a elas;

Pois quando desistimos de viver, nós isolamos do mundo, das pessoas, os acontecimentos do dia a dia, passam a não ter mais importância;
Não importamos nem com nós mesmos;

Não temos reação nenhuma a estímulos externos;
Nada tem importância, não queremos ser perturbados;
Não queremos que penetrem no pequeno mundo que criamos para nós;

Nesse nosso mundo, nós choramos e lamentamos, e os acontecimentos ruins nos torturam;
Vamos afundando cada vez mais nesse mundo sem vida, morrendo em vida;

Estamos tão cegos, nuvens escuras nos circundam e não vemos saída;
Nenhum caminho que possa nos libertar;

Existem caminhos, mas na nossa mente escura, cheia de labirintos, não conseguimos encontra-los;

A vida continua, independente das escolhas que fizemos para a nossa própria vida, punindo-nos pelo nosso sofrimento;

Quem é mais prejudicado? O que estamos fazendo com a nossa vida?

Se quisermos encontrar o caminho, temos que limpar a nossa mente;
Expulsar todos os pensamentos que nos afligem e nos faz sofrer;
Expulsar o pessimismo a angústia a tristeza, e a inércia que nos impede de agir;
Impede de vermos novos horizontes, de dar valor as pequenas coisas, como apreciar a natureza, o cantar de um pássaro, a languidez das águas de um rio;
O farfalhar calmante das folhas das árvores, ver o brilho do sol, e apreciar a lua quando anoitece;

Pois a beleza está em todas as coisas, depende do ângulo em que estamos olhando;

Vamos parar com o suicídio da alma, dos nossos sentimentos, vamos sair dessa meia vida, e viver plenamente cada momento, que é único e não volta atrás;
Vamos parar de viver no passado e apreciar o presente;
Mesmo com todos os seus altos e baixos;
A vida é assim, uma grande escalada, cada dia subimos um pouco;
Até chegarmos ao cume, e de lá podemos observar toda a nossa trajetória;
Todas as dificuldades que passamos para chegarmos até ao topo;
E estando lá, nossas forças serão renovadas, e somos tomados por uma nova alegria de viver. Tudo que passamos, é aprendizado, tudo nos trás uma lição;
Para vivermos com mais sabedoria. 

Raquel G morais, 18/01/2018.

Imagem do Google.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

VONTADES E DESEJOS



A alma possui Anseios e Desejos, os anseios nos impulsionam a buscar nossos desejos mais secretos.
Os desejos ficam guardados em nossas mentes, nossos corações. Todos os indivíduos possuem muitos Anseios e Desejos, na vida sentimental, financeira, profissional e espiritual. Vivemos idealizando nossos Anseios e Desejos.
Vivemos em uma busca incessante por realizar nossos desejos, mas assim que realizamos, sentimos um vazio, e retornamos a busca novamente.
Desejo e vontades, podem ser bom e ruim ao mesmo tempo.
Bom porque sem eles não teríamos motivações suficiente para viver.
Ruim porque a busca incessante para realizar nossos desejos é um dos principais motivos para nossos sofrimentos, pois buscamos a felicidade através da realização de um desejo. Mas essa felicidade passa, assim que realizamos o desejo, então voltamos a buscar novos desejos para sentir novamente algum tipo de felicidade.
A solução para isso segundo o filósofo Arthur Schopenhauer é libertar-se das vontades, suprimi-la, através da contemplação da arte e a música, pela qual expressamos nossos desejos e vontades. Para ele a música e capaz de revelar a essência interior do mundo e assim podemos alcançar o que é sublime.
Todos nos devemos encontrar uma forma de se libertar e suprimir nossas vontades, temos que ter o controle delas e não ser refém das mesmas.
Não devemos ser manipulados pelos nossos desejos, pois se assim formos, tomaríamos muitas decisões erradas e indesejáveis, deixando que nossas vontades condicione nosso estilo de vida e nossa maneira de viver.
Raquel G morais, 16/01/2018.

sábado, 13 de janeiro de 2018

TEORIA DAS IDEIAS E TEORIA DAS ALMAS



Teoria das ideias
Platão, discípulo de Sócrates, que viveu no ano (428-348 a.C.), escreveu sobre,  metafísica, retórica, ética, estética, lógica, política, dialética e da dualidade (corpo e alma). Vamos falar sobre duas de suas ideias que acho muito interessante.
Teoria das ideias e da dualidade, entre corpo e alma.
O que é a teoria das ideias?
Para Platão existem dois mundos, o mundo sensível (matéria) que é percebido pelos cinco sentidos. E o mundo das ideias (inteligível) que se entende com facilidade, que seria o mundo ideal, que se aproxima da ideia de perfeição de algo.
Segundo ele a verdade suprema e absoluta além da felicidade, somente é possível encontrar a partir do mundo das ideias.
O que percebemos no mundo sensível ou material é enganoso, ilusório e instável, enquanto no mundo das ideais atinge-se a felicidade pelo encontro do conhecimento supremo da realidade, o que correspondente à ideia de bem.
Platão mostrou-nos que todos nós estamos sempre em contato com duas realidades: uma inteligível e outra sensível. A primeira é permanente, universal, nunca se modifica, é o mundo das ideias. A segunda é o mundo que percebemos por nossos sentidos, mutável e contingente, o mundo sensível.
Resumindo, através do conhecimento é possível transcender, ou seja, ultrapassar, ir além, do mundo as ideias ao mundo material, e assim contemplar as ideias perfeitas, alcançando dessa forma a felicidade.
Vamos explicar um pouco sobre isso.
Segundo Platão o mundo sensível é aquele onde se encontra a maioria das pessoas, aprisionadas num mundo onde ela é manipulada por outros. Tudo que ela faz suas ações e sua maneira de pensar foi colocada em sua cabeça pelo sistema, pelas regras da sociedade onde ela está inserida. Onde tudo é mutável.
No mundo das ideias é onde ela se liberta, consegue ver o mundo iluminado, segundo sua própria visão, seu próprio olhar, Começa a pensar por si só.
Então a liberdade é conquistada, mas temos que ficar alerta, pois toda liberdade é um desafio, cheios de obstáculos e armadilhas e novos horizontes.
Teoria das Almas
Na filosofia de Platão encontramos a dualidade entre a alma e o corpo. Segundo ele, o ser humano era imortal e essencialmente alma, donde ela pertencia ao mundo inteligível (apreendido pelo intelecto) e não o mundo sensível (apreendido sobre os sentidos).
De acordo com o filósofo, a alma estava dividida em três partes e, ao harmonizar essas três partes era possível encontrar a felicidade, o bem:
  • Alma Concupiscente: localizada no ventre, a alma concupiscente estava relacionada com os desejos carnais.
  • Alma Irascível: localizada no peito, a alma irascível estava relacionada às paixões.
  • Alma Racional: localizada na cabeça, a alma racional estava relacionada ao conhecimento.
No Mito do Cocheiro, no diálogo “Fedro”, Platão compara a alma a uma carruagem puxada por dois cavalos, um branco (irascível) e um negro (concupiscível). O corpo humano é a carruagem, e o cocheiro (Razão) conduz através das rédeas (pensamentos) os cavalos (sentimentos).  Cabe ao homem através de seus pensamentos saber conduzir seus sentimentos, pois somente assim ele poderá se guiar no caminho do bem e da verdade.
Então segundo Platão não se pode ser felizes quando somos dominados pela concupiscência e pela cólera, isso porque as paixões sempre nos conduzem por caminhos perigosos e contraditórios e fazem com que os desejos e impulsos violentos de nosso corpo tirem nosso bom senso.  Já dizia Sócrates que todo vicio é ignorância. Não há nada mais deprimente do que uma pessoa que age por impulsos e é dominada pelas paixões. Ter autocontrole é essencial para sermos felizes. A felicidade só pode ser alcançada se formos capazes de dominar nossos sentimentos pela razão. A moderação é uma virtude, e ela se realiza quando somos capazes de controlar a nossa concupiscência. O indivíduo moderado é aquele que não cede as suas paixões, impulsos e prazeres. Da mesma forma, o indivíduo não se lançara a luta e a agressão indiscriminadamente, uma vez que a razão deve saber discernir o que é bom e mal para nossa vida, sabendo dominar a nossa alma irascível. Dessa forma, seremos felizes se através da razão soubermos controlar nossa vida, pois a virtude natural da razão é o conhecimento.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

CAMINHO DOS SONHOS



Caminho longo, nicho sobrecarregado de coisas que não sei ao certo o que é, só sei que está lá, tentam sair, mas são reprimidos.

Só eu consigo ver, e mesmo assim tento ignora-lo.

Tenho desejo de solta-los, mas tem uma força que impede.

Ele é insistente e nasce nos sonhos.

Lá tudo que é mais secreto é revelado, se torna verdadeiro, sem máscaras, sem inibições, sem preconceitos, sem verdades fabricadas.

Lá sou livre, solta, meus pés corre sobre a campinas, sobe montanhas e vasculha as cavernas.

La o mar é só azul, se confunde com o firmamento, não me canso de banhar nele.

Estou na terra, mas também estou no céu.

Tudo se funde, o mar, o firmamento, a terra e o céu, tudo tomam outras cores, outras formas e se embriaga com o calor do sol

Veste-se da imensidão, voa voos nunca alçados, é toda desejo é toda realização.

No seu caminho não há muros, nem portas, pois disso já foi liberta.

Agora são só sentidos, os pés tocam levemente as nuvens da imaginação.

As mãos tocam o infinito e todo seu corpo é acariciado por ele, tudo é poros, tudo é olhos, tudo é boca.

Eu olho, sinto, como e bebo tudo que ele me traz, sem remorsos, sem restrições, com fome sem limites, sem verdades, sem mentiras.

Não existem fronteiras, só a imensidão.

Subo ao céu e vejo a terra, tudo engessado, oprimido, recalcado, mas em reboliço.

A bolha pulsa prestes a explodir.

Como um vulcão ela entra em erupção, e jorra suas lavas, lavas de todas as cores, de várias texturas, sem formas definidas, quentes, volumosas e por onde ela passa, destrói, seca, aniquila.

Aniquila aquele mundo maravilhoso, colorido e cheio de coisas inimagináveis.

Depois tudo se torna frio, sem vida, nada pulsa, todo o elevo e toda a felicidade se torna nada.
Raquel G Morais, 11/01/2018.

DICOTOMIA

DICOTOMIA


Sou mar, sou deserto, sou montanha
Sou vale, sou flores, mas também espinhos

Sonhos e realidade se misturam 
Sem formas, vai mudando, nunca chega ser o que deveria
Sonhos irrealizáveis, desejos proibidos
Desejos colocados no bico da águia, sobe...sobe... 
Até chegar na mais alta montanha, e lá hibernar.

Lá, longe de tudo e de todos
Se despe, fica nua por dentro e por fora
Veste o manto da invisibilidade

Ai tudo é possível
Os sonhos são realizáveis, os desejos não são proibidos
Não precisa mais se esconder
Pode ser o que quiser
Uma fera sedenta, mulher de vigor resplandecente

Pode deixar o fogo nascer dentro
Se irradiar, passear pela pele, entrar em todos os lugares

Pode deixar ser engolida, e nadar no fogo alheio 
Um fogo que só arde na alma
Mas queima na pele, se transformando em gostas de prazer
Que são bebidas pelos olhos do querer. 

Raquel G Morais, 11/01/2018