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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

CORPOS INCANDESCENTES

Corpos incandescentes

Caminho encantado, que só a mente conhece;
Com matas verdes, e solo florido, por onde a imaginação caminha;
Ela é alimentada a cada segundo com faíscas de vida;
Que incendeia o corpo, que nunca será consumido;
Quando as imaginações se juntam, e os corpos se aproximam;
O calor é tão intenso, que transforma os corpos incandescentes, na cor do sol poente;
O calor passeia pelo corpo, em todos os seus contornos;
Pelas protuberâncias, vales, cavernas e fendas;
O real caminho do desejo, que se deixa levar pelo prazer endógeno;
Lágrimas de alegria, escorre pela face, como uma senda
Chega aos lábios como um elixir;
Que é sugado com frenesi, até a última gota, como oferenda;
Alimentando o calor dos corpos, para que nunca se apague;
Os corpos falam em movimentos e contorções, que as palavras não compreendem;
No silêncio da respiração, o som da infusão;
Nesse momento de feliz loucura, nem os deuses entendem;
Dois corpos, duas mentes unidas, em uma dança incessante;
Que abala as bases, faz tremer o coração;
Que acorda de seu coma induzido, pelo dono peregrino;
Que usa os sentimentos, mas se protege, com papel impermeável e abstração;
Mas que pelo ardor dessa paixão, foi totalmente derretido;
Como se derrete as doces palavras coloridas, em um papel em branco;
Que desenha um quadro perfeito da terra, que é no céu refletido;
Num quadro tão lindo e enigmático;
Que serve de cama para os corpos incendiados.

Raquel G Morais, 28/09/18.


Imagem do Google.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

CIDADE DE CRISTAL


Cidade de Cristal

Uma lua prateada
Enroscada entre as nuvens
Lança sua luz resplandecente
Sobre a cidade de cristal

Nesse reino encantado
Edificado com pirâmides e castelos
Rodeado por um penhasco mortal
Que tem seus contornos revelados
Pelo brilho gelado
Que desprende das construções cristalinas

Nesse reino perdido
Habita fadas e faraós
Duendes e feiticeiras
Num mundo de magia
Onde ninguém entra e ninguém sai
Ninguém nasce e ninguém morre
E também não envelhece

Esse reino é eterno
Onde não há o impossível
Pois tudo é concedido
Pela magia existente
No seu poder superno.

Raquel G Morais, 27/09/2018.

Imagem do Google.



terça-feira, 25 de setembro de 2018

A MENINA ESFARRAPADA

A MENINA ESFARRAPADA
Menina, alegre e introspectiva, que se esconde do mundo, escalando a árvore mais alta; Ridicularizada, e pouco amor para apagar sua dor; Crueldade por diferentes níveis; Autoestima arrancada; Sentimento de perda, usurpando seu futuro apreensível; Os dias são sombrios, e as noites assustadoras; Excluída, banida, onde deveria ser acolhida; Medo, e interrogação...Porque? Tudo é aterrador; Vestidos remendados, calçado furado; Como a alma, sentida e desprotegida; Perguntas nunca respondidas; Bonecas sem cabeças, pedaços de brinquedos; Caderno sem capa, caixa sem lápis; Mundo estranho, insípido e incolor; Descobre uma fonte que jorra palavras; E bebe com muita sede, e sente o frescor; A fonte é refúgio, é sonho, e lhe dá asas; Cada dia seu voo é mais extenso; Foge dos horrores da realidade; Da vida em pedaços, com lacunas e estilhaços; Ho!! Palavras... Abençoadas palavras; Inundadas e mergulhadas, nesse mar de segredos, A ser desvendados; Mesmo dividida, alma machucada, ela tem um berço para ninar; Nela ninguém da crédito; Dela ninguém se espera; Será sempre a menina esfarrapada; Mas ela surpreendeu o mundo, com suas enormes asas; Veste-se de conhecimento; Se calça de razão, emoção e sensibilidade; Voa com vigor, e sobe os degraus da vida, com empoderamento; O medo, e o pesadelo a persegue, mas não é abalada; Vai limpando seu caminho, que se ilumina gradualmente, e assim prossegue; Nas noites de escuridão, pinta o céu, com lua e estrelas; Explora, garimpa e seleta, atrás de seu ouro, na barrela com aquarelas; Rega suas raízes, que se aprofundam em busca do lençol freático, entre as camadas da terra; Enquanto se aprofunda e fortalece, ela floresce; Com flores de várias cores; Com frutos de vários sabores; Flores com néctar, como licores; Frutos produzidos no silêncio do dissabor; Mas agora brame e exala perfume, que embriaga e seduz mentes e corações, com palavras multicores; A menina cresceu e reluz.

Raquel G Morais, 24/09/18.

Imagem do Google.


domingo, 23 de setembro de 2018

LIVRES E ACORRENTADOS

Quantos somos e seremos?
Quantas peles vestiremos?
Quantos "eus" usaremos?
Quantos sim diremos, quando queríamos dizer não?
Quantas palavras proferimos, quando preferíamos o silêncio?
Quantas vezes estamos entre muitos, quando queríamos estar só?
Quantos desencontros entre nosso ser, querer, e o querer do mundo?
Mundo de aparência, ninguém é, realmente;
Muitos estão tão longe si, que não se reconhece mais;
Que mundo é esse, que somos moldados inconscientemente, e achamos que somos libertos?
Nossa mente é dominada, somos condicionados a pensar o que pensamos;
Diariamente somos bombardeados por informações, de todos os seguimentos da sociedade;
E nossos pensamentos são criados a partir dessas informações;
São poucos os que percebem isso, e fogem do campo de concentração;
E do lado de fora, conseguem ver, que aquele não é o mundo real;
Foi inventado para dominar o homem e seus instintos;
Para a maioria isso é necessário, pois não conseguiriam viver sem essas muletas;
como dizia Sartre: "A liberdade acarreta muita responsabilidade".
Pois somos livres para fazer nossas escolhas, mas responsáveis por elas;
Então muitos se dizem inconformados com o sistema, mas não fazem nada para mudá-lo;
Pois é mais fácil jogar a culpa de suas mazelas, no sistema, na sociedade, e não assumir seus próprios erros;
Continuando a viver na inércia;
O mundo é dividido entre aqueles que enxergam, e aqueles que vê além das aparências;
Esses últimos sofrem, por ter que viver aparentemente como ditam as regras, para não serem julgados e massacrados, por uma sociedade doente.

Raquel G Morais, 30/07/18.

sábado, 22 de setembro de 2018

FOLHAS DO PASSADO

Releio as folhas do meu passado
Quero ressuscita-las 
As que contia, prazer, gozo e alegria
Ressuscitar em versos e poesias
Assim, posso revive-las
Com todo meu corpo, com toda intensidade
As lembranças, como um filme, flui diante de mim
Há lembranças tão poderosas
Que minha alma vibra, e meu corpo se contorce
Fecho os olhos, e as fortes ondas emanam de mim
E um calor nasce dentro e se transborda
Cada partícula do meu corpo responde
Os poros se abrem
Gotas de suor e prazer, escorre pelo meu corpo
Sinto-me, viva
Como o êxtase é enlouquecedor!!
Naquele momento, nada mais existe, só o prazer
Ressuscito-me nos campos
No ar, no mar, nos bosques e nas colinas
No ar, corto o céu como uma águia
No mar, como um barco de velas soltas
Vejo o mundo na estação das flores
A vida corre ao meu encontro, como um homem vigoroso
Eu o acolho, com toda minha ânsia e amor
Nisso consiste o prazer
viver e reviver
Nascer e renascer
Nunca envelhece, é sempre novo
Cada momento que sentimos, supera o anterior
Como é gostoso, intenso e glorioso!!
Podíamos morrer nesse instante
Pois já estamos em outra esfera, onde tudo é astucioso.

Raquel G Morais, 22/09/18.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

EFÊMERA, FINITA e SUBSTANCIAL

Mundo, mente... repleto de passado, presente e sonhos futuro
Todos querem ocupar o castelo e reinar
Há um jogo de forças prematuras
O Antagonismo corre nas veias de um extremo ao outro
O vento balança a árvore
E arranca as folhas secas
Um raio vem do céu, parte a árvore ao meio
O vento agiganta as ondas do mar
Destruindo por onde passa, em devaneio
Poucas coisas resistem a fúria da tempestade, por não ter esteio
Imagens delapidadas pelo tempo
Mas ainda conserva, sua forma original e densa
O velho e o novo se misturam
Mostrando uma estranha visão
Quase não compreendida, na sua captura 
Do que foi, é, e será, sem previsão
Um processo ininterrupto
O futuro é um ponto que nunca se alcança, será sempre uma busca
Há flores novas no jardim, e também arbustos 
Que tomam lugar das velhas flores sem cor, e esperança
Porque tantos mistérios, caminhos e paisagens?
Porque ao mesmo tempo há sol, sombras e escuridão?
Caminhos para serem escolhidos, percorridos com coragem 
Mistérios desvendados
Paisagens é o que nossos olhos conseguem ver
Os sentimentos mudam a cada espaço de tempo, a nos ofertar
Brilhantes, sombreados ou enegrecidos
O presente engole o passado, para se prover
O futuro engole o presente, a cada momento passado
E nós engolimos a todos, que nos é concedido
De forma única e especial
Tirando de cada um, o alimento sustentável
Para a nossa existência, que é crucial
Permanecendo sempre na nossa essência
Efêmera, finita e substancial.

Raquel G Morais, 20/09/18.


terça-feira, 18 de setembro de 2018

OLHOS INESCRUTÁVEIS

Olhos inescrutáveis

Sou o grito dos desesperados;
A voz dos aflitos;
Sou a fome, e o seio da fartura;
Sou o andarilho da rua, e sua roupa rasgada
Sou a criança que nunca nasceu, golpeada pelos pais;
Sou o escravo em prisões invisíveis, enfeitadas de liberdade;
Sou os acorrentados, chicoteados, por ideias e ideais, que nunca serão alcançados;
Sou o cego que vê pela visão do outro;
Sem saber que está vendado;
Sou a mãe e o pai que chora, por seus filhos jogados em um mundo, envolto de insensibilidade;
Sou o doente, o deficiente, que clama por piedade;
Sou o grito de socorro, dos dependentes do sistema, que querem ser libertados;
Sou os velhos asilados, que foram intensamente explorados;
Sou as crianças abandonadas, num mundo de crueldades;
Sou a água no deserto, os poços e cisternas, em um mundo ressequido, onde nada permanece;
Nem o amor prevalece;
Sou a espada de dois gumes, que defende o necessitado;
Sou a justiça, que julga a todos com imparcialidade;
Sou o segredo do coração;
Vejo por dentro e por fora, com visão ampliada;
Não precisa me temer, tema aos seus iguais;
Que por orgulho, inveja ou vaidade;
Querem reduzir a todos, a menos que nada;
Aos bons que ainda habitam esse mundo, não se deixem contaminar;
Pois, são por vocês, que vale a pena, conservar a humanidade,
mesmo em um mundo, cheio de iniquidade;
Quem eu sou?
Sou a perfeição, a pureza, num mundo infectado;
Sou aquele que tudo vê, que tudo sente;
Todas as dores, todos os clamores, todas as injustiças, toda fome e toda a pobreza;
Todo bem e todo mal, toda a esperança, que cerca essa existência quase aniquilada;
E ninguém se esconde, dos meus olhos inescrutáveis.

Raquel G Morais, 18/09/18.

Yeux incrustables


Je suis le cri du désespéré;

La voix des affligés;

Je suis la famine, et le sein de l'abondance;

Je suis le vagabond de la rue et ses vêtements déchirés;

Je suis l'enfant qui n'est jamais né, frappé par ses parents;

Je suis l'esclave dans des prisons invisibles, parées de liberté;

Je suis enchaîné, fouetté, pour des idées et des idéaux, qui ne seront jamais atteints;

Je suis l'aveugle qui voit par la vision de l'autre;

Sans savoir qu'il a les yeux bandés;

Je suis la mère et le père qui pleure, pour ses enfants jetés dans un monde, enveloppés dans l'insensibilité;

Je suis le malade, le handicapé, qui demande la miséricorde;

Je suis le cri de détresse des personnes, dépendant du système, qui veulent être libérées;

Je suis le vieil homme dans les asiles, qui a été intensément exploité;

Je suis les enfants abandonnés, dans un monde de cruautés;

Je suis l'eau du désert, les puits et les citernes, dans un monde aride, où il ne reste plus rien;

L'amour ne prévaut pas non plus;

Je suis l'épée à double tranchant qui défend les nécessiteux.

Je suis la justice, qui juge tous avec impartialité;

Je suis le secret du coeur;

Je vois à l'intérieur et à l'extérieur, avec une vue agrandie;

Tu n'as pas besoin de me craindre, tu dois craindre tes égaux;

Cela par orgueil, par envie ou par vanité;

Ils veulent réduire tout le monde à moins de zéro;

Pour le bien qui habite encore ce monde, ne vous laissez pas contaminer;

Car, pour cette portion de bonté, il est toujours utile de conserver l’humanité

Même dans un monde plein d'iniquité;

Je suis la perfection, la pureté, dans un monde infecté;

Je suis celui qui voit tout, qui ressent tout;

Toutes les douleurs, tous les cris, toutes les injustices, toute la faim et toute la pauvreté;

Tout bien et tout mal, tout espoir qui entoure cette existence presque anéantie;


Et personne ne se cache de mes yeux insondables.

Raquel G Morais.


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

O AMOR AINDA ESPERA

O AMOR AINDA ESPERA

Esperando no altar, o noivo que nunca chega
O jardim que nunca floresce
A fruta que não amadurece
Um tecido remendado
Um espelho quebrado
A imagem em pedaços
Nuvens secas
Céu turvado
De dentro da terra, o gelo nasce
Vulcões desaparecem
O vestido envelhece
Se dilacera
O corpo nu, sentado no degrau ainda espera
Árvore seca no deserto
O eremita na montanha
O aborto de uma criança
Grossas correntes arrastadas
Num assoalho gastado
Numa casa nunca habitada
Praia isolada
Mar congelado
Deus de barro quebrado
Seus pedaços espalhados
Nunca regenerado
O corpo nu chora
Sentado no degrau, ainda espera. 

Raquel G Morais, 17/09/18.

domingo, 16 de setembro de 2018

DESPERTAI


DESPERTAI

Há inverno no verão;
Não há flores na primavera;
As borboletas não voam;
Não há frutos no outono;
Nem revoadas de pássaros;
Os rios secarão, e seus peixes morreram;
As cidades fantasmas surgindo, com corpos esquecidos e aviltados;
Tudo seco, o cheiro corrompido paira no ar;
Um trem passa apitando, mas nunca para, pois não há passageiros;
Nas noites não há lua, nem estrelas;
Só a imensa escuridão, tudo envolto em sombras, há disseminar;
O vento sopra os esqueletos das árvores, essas racham e desabam;
As cidades habitadas estão em ruínas, sendo eliminadas;
Todos correm sem destino, seus olhos opacos e sem vida;
Olham como se nada vissem;
E poucos se percebem vivos;
A desolação está em toda parte, e o medo faz parte de tudo, como se algo previsse;
Ninguém se reconhece, todos são estranhos;
Todos se escondem do desconhecido;
Não há muita razão para viver, tudo é insano;
Mas ainda temem a morte;
Pois ela está em todos os lugares, aos desavisados espreitando;
O deserto invadem as cidades, o deserto invadem as pessoas;
Matam-se, e morrem-se, mas continuam de pé;
O arauto proclama solenemente o fim;
E todos são despertados;
Tarde demais para viver... Cedo demais para morrer...
Há tremor e silêncio em todos os lugares;
Todos choram suas dores e mazelas;
Pelo passado, pelo porvir e pelo devir;
Pelo passado que não viveram, pois estavam acomodados em suas confortáveis  celas;
Pelo futuro que não poderão viver, que não existirão, e entorpecidos, não puderam pressentir;
Pois estavam alienados, ensandecidos;
Seus olhos abrem para realidade, para fatalidade;
E verão que:
O grande anjo da morte sobrevoa;
E todas as vidas serão ceifadas.

Despertai, despertai, ainda há tempo.

Raquel G Morais, 16/09/18.

Imagem do Google.



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

VER O HOMEM E A SI, TAL COMO SOMOS

Não temer, ter a coragem de ver o homem, e a si mesmo, tal como somos, nus...sem as cascas que nos protegem.
Com suas luzes e sombras, seus erros e acertos, sua impotência, suas derrotas e vitórias, sonhos escondidos.
Olhar para nós mesmos, e não ter vergonha do nosso mal, do nosso bem, das cicatrizes, das feridas abertas, algumas serão sanadas, outras nunca fecharão.
Isso é força, é dar um tempo ao medo.
É destituir de todo opróbrio, de ver e de se mostrar, sem todos os aparatos que usamos para nos proteger.
Isso é movimento, isso é vida.

Raquel G Morais, 12/09/18.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

MISTÉRIO, QUE NINGUÉM DESVENDARÁ

Mistério Que Ninguém Desvendará

Tantas coisas na mente, não consigo separa-las;
Tantos sentimentos, não consigo devisa-los;
Tanta dor, que não vejo fim;
Tanto amor... retido... em um cofre guardado;
Tanta gente querida, sendo esquecida;
Tantos horizontes, que meus olhos contemplam, como carmesim;
Desejo ir ao encontro, meus pés se movimentam, mas não saem do lugar;
O pensamento senta no céu, nas estrelas, e se perdem nas nuvens, onde desejava se refugiar;
Cai tempestade que castiga meu corpo;
Ouço o som do vento, que me envolve e se vai;
Como o barulho de muitas águas, o mar se anuncia, como um choro;
E se lança sobre as rochas, que guardam muitos segredos;
O mundo se lança em mim, impregno dele, dos seus mistérios, dos meus códigos secretos;
Códigos, que acessa não o que fiz, mas o que nunca fiz;
A tempestade passa, o sol brilha, as gaivotas voam ao longe,
como longe estou de tudo;
Vivo no mundo, e não sou do mundo;
Sei do mundo, não sei do mundo, e ignoro o mundo;
Observo...não compreendo;
Quando acho que sei de algo, esse algo não é mais o que sei;
E volto ao começo;
Por mais que eu viva, que sinta, que ame, que sofra, que busque conhecer;
Tudo permanece em profundo segredo;
Eu, a vida, os sentimentos, o mundo e tudo que nele há;
Será sempre um mistério, que ninguém o desvendará.

Raquel G Morais, 12/09/18.

TUDO UM VAZIO

Tudo Um Vazio

Mundo, sociedades, vestidas e revestidas com várias roupas diferentes;
Vistas por olhos diferentes;
Diferentes e vazios;
Ruas cheias de pessoas, e vazias de sentimentos;
Casas com famílias, unidas pelo sangue, não em amor...
Casas vazias;
As pessoas, envolvem-se freneticamente em ocupações e festas, para não pensar;
Tem medo de se encontrar, ver seu conteúdo, e escondem-se de si mesmo;
Superficiais e vazias;
Corpos esqueléticos, secos, mas inflados pela vazia arrogância;
Acham que "são", mas nunca penetraram o "ser";
O mundo, a sociedade, as pessoas, as famílias, estão preenchidos do vazio;
Onde está a profundidade? O ser incompleto, mas autêntico?
Aqui, ali, lá, além....Eles existem.

Raquel G Morais, 11/09/18.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

PESSOA REPETITIVA

Como é triste, enfadonho e irritante, uma pessoa repetitiva
Agindo assim, nunca conseguirá o seu intento, faz mal para si e para os outros
Espalha discórdia e descontentamento
Que sejamos sucintos, falar o que precisa com firmeza e clareza
A repetição denota falta de sabedoria, e argumentos insuficientes para sustentar a mensagem, ou ideias a qual queremos transmitir.

Raquel G Morais, 11/09/18.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

SENTIMOS QUE ESTÁ TUDO ERRADO

Tem dias que sentimos que estamos, no lugar errado, na casa errada, no tempo errado, e no corpo errado.
E olhamos para nós, e pensamos....Não pertenço a essa realidade.
Raquel G Morais, 03/09/12.

domingo, 2 de setembro de 2018

SENTIMENTOS E EMOÇÕES

Somos pura contradição
O que fui ontem, contradiz o que sou hoje
A cada hora, dia ou dias
Alternamos nossos sentimentos
Entre, tristeza e alegria
Deslumbramento, encantamento, decepção, frustração e indiferença
Amor, prazer, saciedade, desilusão, tédio e abnegação
Paz, guerra, caos, sonho, suavidade, serenidade
Vida, morte, conflito, vigor, vivacidade, clareza
Consciente, inconsciente, credulidade, descrença
Carrasco e vítima, de si ou dos outros
Medo, valentia, inocência, atrevimento
É uma multidão de sentimentos em conflito dentro de nós
Tudo que fazemos é decorrente de um sentimento, pois ele aciona os pensamentos e as ações
Vivemos em uma constante mudança de sentimentos, que unidos aos princípios básicos, vai norteando nossa vida
Os sentimentos se distingue das emoções
Sentimentos são mais intelectuais, racionais, reflexível
Emoções são também mentais, mas é influenciada por excitações, interiores ou exteriores, instintos e não racionalidade
As emoções nos deixam incapacitados para julgar com clareza
Os sentimentos, mesmo aqueles que são desagradáveis, levam a uma melhor compreensão de nós mesmos
E assim, podemos tornar os pensamentos ruins em aprendizado para maior capacidade de transformação e superação
Rumo a conquista do autoconhecimento e dos nossos sonhos.

Raquel G Morais, 02/09/18.