Caminho encantado, que só a mente conhece;
Com matas verdes, e solo florido, por onde a imaginação caminha;
Ela é alimentada a cada segundo com faíscas de vida;
Que incendeia o corpo, que nunca será consumido;
Quando as imaginações se juntam, e os corpos se aproximam;
O calor é tão intenso, que transforma os corpos incandescentes, na cor do sol poente;
O calor passeia pelo corpo, em todos os seus contornos;
Pelas protuberâncias, vales, cavernas e fendas;
O real caminho do desejo, que se deixa levar pelo prazer endógeno;
Lágrimas de alegria, escorre pela face, como uma senda
Chega aos lábios como um elixir;
Que é sugado com frenesi, até a última gota, como oferenda;
Alimentando o calor dos corpos, para que nunca se apague;
Os corpos falam em movimentos e contorções, que as palavras não compreendem;
No silêncio da respiração, o som da infusão;
Nesse momento de feliz loucura, nem os deuses entendem;
Dois corpos, duas mentes unidas, em uma dança incessante;
Que abala as bases, faz tremer o coração;
Que acorda de seu coma induzido, pelo dono peregrino;
Que usa os sentimentos, mas se protege, com papel impermeável e abstração;
Mas que pelo ardor dessa paixão, foi totalmente derretido;
Como se derrete as doces palavras coloridas, em um papel em branco;
Que desenha um quadro perfeito da terra, que é no céu refletido;
Num quadro tão lindo e enigmático;
Que serve de cama para os corpos incendiados.
Raquel G Morais, 28/09/18.
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