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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

REALIDADE IMPENSADA

Realidade Impensada


Coração rasgado, sangra melancolia e aspirações;
A alma dividida, entre o que é e o que nunca foi;
O corpo deseja pelo toque, nunca tocado, mas sentido em divagações;
Deitados sobre as brasas do querer, que corrói;
Cercado por tochas de abnegação;
Lançado no iceberg do não;
Provou o mel, agora prova o fel, mas querendo expurgação;
Existe somente o agora incerto;
Nem passado, nem futuro;
Nas margens do rio dos sonhos, sem poder mergulhar, e seco como um deserto;
Andando em prados sem vegetação, sem como descansar o corpo castigado e inseguro;
Olha em todas as direções, e só vê o nada;
O olhar vaga disperso, não há ponto de retenção;
Todo ser estarrece, o rosto vira uma máscara, que esconde o sofrimento do coração e alma;
Um barco sem remo, sem bússola, levado pelas circunstâncias, em águas traiçoeiras, sem uma tábua de salvação;
Jogado contra as pedras de uma realidade impensada;
Nunca buscada, mas pelo caminho trilhado, podia se prever o fim, com dor extremada.

Raquel G Morais, 27/02/19.




Foto Pessoal

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O AMOR É UM OXIGÊNIO

O Amor é Um Oxigênio
Como fugir da sua presença
Se você vive em mim? Você era uma pequena chama
Mas agora me incendeia.
Queima-me como o sol
E deixa-me serena como a lua marfim A cor do seu amor me tinge de escarlate
E me envolve.
Com você, nunca houve um dia, ou dois momentos iguais
Tudo foi único Acredito nas coisas que aderi para a vida
E de todas, tu tens o maior crédito.
Se tudo tem preço, ou nada tem preço
Você é o imaginário, o nada mais valioso O frio e o quente vêm de você
Mas eu vivo somente no seu calor inédito.
Abertos para o amor
Captamos todo o apego
Toda a luz que dele irradia Respiro, e seu ar é meu oxigênio.
Meu olhar em você é mutante
Cada hora uma tonalidade
Um acorde, uma sintonia diferente
Uma ousadia.
Meu corpo feliz dança
Ao ritmo de notas infindáveis e homogêneas Meus pés usam vários caminhos
Mas todos findam em ti.
Em todas as minhas palavras
Há uma alusão a você Sou recrutada por mil ideias
E em todas tu estás inserido.

E vivo feliz Nessa densa imensidão
Intermitente e interminável Que é amar você
Meu namorado.

L'amour est un oxygène Comment échapper à votre présence Si tu vis en moi? Tu étais une petite flamme Mais maintenant, ça m'enflamme. Ça me brule comme le soleil Et fais moi serein comme la lune d'ivoire La couleur de ton amour me rend écarlate Et ça m'enveloppe. Avec vous, il n'y a jamais eu un jour, ni deux moments égaux Tout était unique Je crois aux choses que j'ai rejoint pour la vie Et de tout, vous avez le plus grand crédit. Si tout a un prix, ou rien n'a un prix Vous êtes l'imaginaire, le rien le plus précieux Le froid et le chaud viennent de toi Mais je ne vis que dans sa chaleur sans précédent. Ouvert pour l'amour Nous capturons tout l'attachement Toute la lumière qui rayonne de lui Je respire et ton air est mon oxygène. Mon regard sur toi est mutant Chaque heure une nuance différente Un accord, un air différent Une audace. Mon corps heureux danse Au rythme de notes homogènes sans fin Mes pieds empruntent plusieurs chemins Mais tout finit en toi. Dans tous mes mots Il y a une allusion à vous Je suis recruté pour mille idées Et dans chacun d'eux, vous êtes inséré. Et vivre heureux Dans cette immensité dense Intermittent et sans fin C'est t'aimer Mon copain.

Raquel G Morais, 14/02/19

Imagem do Google.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

AS AREIAS DO TEMPO


As Areias do Tempo

Estava sonhando....Sonhando com você, com nós;
Sonhando que tudo era diferente, que o tempo voltou atrás;
Que tivemos uma chance, que nosso amor era possível
Era real, e não estávamos flutuando em dois mundos que compraz;
Que o imaginário fantástico, se materializou numa realidade esplêndida e acessível;
Podíamos viver no mesmo espaço e tempo;
Colocar o sonho para fora, e gritar ao mundo;
Vivo e meu ser lateja, com o novo sangue correndo nas veias tenras;
Matamos a proibição, sepultamos a tristeza, e a melancolia na terra funda;
E florescemos em toques, em beijos, em carinhos;
Conhecemos nossa fragrância, nosso sabor;
E nossa fome de querer era infinita, um torvelino;
Entre sorrisos e olhares, mergulhamos no amor;
E bolha de prazer reluzia ao nosso redor;
Acostumados com o inferno, impactamos com o céu;
Era divino, sublime e enaltecedor;
Orbitávamos a essência do nosso ser, quase celeste;
Caminhando de mãos dadas, olhando o crepúsculo flertar com a escuridão;
Mas como os sonhos não perduram, nossa imagem foi esmaecendo;
 E se fundindo com a paisagem, em amplidão;
E ouvi o grito de um arauto, que anunciava a morte, e com isso se aprazendo;
A morte do meu viver, que conheceu a felicidade, de forma surreal;
E foi esmagado pela realidade da vida;
Tristemente, sigo buscando esse sonho irreal;
Que foi perdido, nas areias do tempo fugitivo.

Raquel G Morais, 13/02/19.

Imagem do Google




terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

SOMOS DESTRUÍDOS POR DENTRO


Somos Destruídos Por Dentro.

Somos destruídos por dentro;
Quando o amor se torna uma armadilha, e dispara o gatilho da dor e do ódio;
Quando a inteligência pisa no terreno da maldade, e torna-se uma arma de destruição;
Quando nossa imaginação navega por águas sujas, com nódoas;
E torna-se, insana e torpe.

Somos destruídos por dentro...
Quando nossa tristeza engole a alegria, e toma posse;
Quando a razão congela a emoção, e faz dela fragmentos;
Quando a apatia apaga a vividez;
Quando o comodismo rasga o livro da esperança, das possibilidades;
Quando a beleza exterior, anestesia e extirpa a beleza da alma;

Somos destruídos por dentro, e estilhaçados;
Quando matamos nossas ideias e sentimentos, em prol da mentira coletiva;
Quando anulamos completamente quem somos, pela necessidade de ser amado;
Com medo de se expor, e ser rejeitado de forma depreciativa;
Quando aderimos a um rebanho, e nos camuflamos, para ser aceito e aclamado;

Somos destruídos por dentro;
Quando aceitamos passar por todos esses processos, para se encaixar a um padrão;
E passamos a ser apenas um fantoche, um brinquedo de cordas;
E deixamos de nos amar, se rendendo;
Nutrindo sentimentos de culpa, por erros cometidos;
Limitamo-nos por julgamentos, de que não somos bons o bastante;

Mas quando o sol do conhecimento, e da humildade brilha;
Começamos a nos reconstruir;
Aprendemos a nos perdoar, e perdoar os demais, nos desobstruir;
Paramos de achar que o problema sempre está em nós;
E decidimos dar passos em direção a nossos sonhos;
Passamos a nos perceber, se aceitar, se revelar, e mostrar quem realmente somos;
Libertando-nos das correntes que nos aprisionavam;
Limpos, livres, andando com nossas pernas, enxergando com nossos olhos, sendo autônomo, e fazendo nossas próprias escolhas descortinadas;
Tudo passa a ter sentido, e a vida começa, com cada célula e seu cromossomo.

Raquel G Morais, 12/02/19

Imagem do Google.


domingo, 10 de fevereiro de 2019

A SAUDADE SOPRA NO MEU OUVIDO


Saudade que Sopra no Meu Ouvido

Longe de tudo...
Quero a solidão, mas não a sua falta;
Quero o silêncio, mas desejo ouvir sua voz;
Quero limpar minha mente, mas manter você marcado;
Quero deitar na rede, ser dona do sossego, mas ter você leve e feroz;
Quero olhar o céu infinito, e ver seu rosto nele refletido;
Quero ver a multidões de estrelas, e nelas, seus olhos brilhando hipnoticamente;
Eu sozinha, toda eu, toda livre, mas quero ser sua prometida;
Olho a minha volta, amo tudo que vejo, mas meu coração clama por ti abertamente;
Quero ouvir a sinfonia da natureza;
Mas daria tudo, para dançar com você, uma doce melodia;
Meu ser puro, sem estresse, sem tensão, repousa com singeleza;
Passo dias e noites, numa comunhão que erradia;
Mas o tempo faz a saudade, soprar no meu ouvido.

Raquel G Morais, 10/02/19


Imagem do Google

sábado, 9 de fevereiro de 2019

CAMINHO QUE SEDUZ


Caminho Que Seduz

Amo, como ouço uma sinfonia de silêncio e luz;
Medo e desejo;
Medo que cerca e abrange...Uma cruz;
Fecha todas as portas que almejo.
Emudece, entristece e arruína;
Vence-lo? Deve haver um caminho;
O tempo um carrasco, algoz cruel, um juiz;
Não cura, fere... Tortura devagarinho;
Ninguém escapa;
Espada afiada, de dois gumes;
Amor como refúgio e tempestade;
Mares diferentes que se encontram, em grandes volumes;
Almas gêmeas se cruzando;
Na beleza da amplidão;
Lua crescente, estrela cadente abrasando;
Rompe o anoitecer, o amanhecer...Em solidão;
Tornados e vulcões;
Mas a vida ultraja e desvanece;
Há escuridão na luz, que se desdobra e entorpece;
E cobre com seu manto de abolição;
Mas nas réstias de luz;
Giro, danço e voo na noite escura, ao encontro do desejo;
Sem limites, tudo incerto... Cego que conduz;
No caminho que seduz.

Raquel G Morais, 09/02/19

Foto Pessoal


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O ÓBVIO CAMUFLADO


Óbvio Camuflado

Amor ou luxúria?  
Paixão ou desejo?
Carência, necessidade;
Amor mascarado;
Certeza, ou logro da mente?
Inconsciente, conveniente;
Emaranhado de sentimentos;
Discernimento dúbio;
Linda paisagem nublada;
Guiados pela intuição, instintos primitivos, prenúncio;
Pequeno jardim, a beira do abismo exilado;
O inconsciente toma forma, cria o cenário;
Coloca o palco, toca a música, dança frenética;
Mas o filme acaba, tudo é desmontado;
O abismo engole o jardim etéreo;
O deserto aparece;
Paisagem rachada, espelho trincado;
Reflete o propósito segregado, impensado;
O óbvio camuflado.


Raquel G Morais, 08/02/19.

Foto Pessoal


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Um Passado no Presente


Um Passado no Presente 

Amor, dores e alento
Arquivo da minha mente
Deturpado, incoerente
Começado e inacabado
Escrita desordenada.

Palavras desconexas,
Que o tempo levou, mas marcas ficou
Cicatrizes abertas
Felicidade engolida pela decepção
Sem ponto de apoio, sem porto de salvação.

Jardim seco, sol escaldante
Nada vingou
A terra se abriu, em profundas crateras que se alargou.
Onde a esperança foi lançada e esquecida, e se evaporou.

Um passado no presente
Tão distante, como o minuto que passou
Errei, morri e vivi
Se tive amor, já esqueci.

Raquel G Morais, 07/02/19.

Imagem do Google


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

AMOR E PROIBIÇÃO


 Amor e Proibição

Dois seres que se enlaçam em energia
Dois corpos distantes, unidos pelo sentir e pensar
Somos portais sem dimensões em simetria
Mas estamos perdidos, na imensidão das dúvidas e contradições
Duas forças que duelam......

Amor e proibição.

Então eu grito minha dor
Mas não há som
É inútil o meu clamor
Pelo amor fora do tempo
Meu desejo chora
Minha alma geme, com a punição.

Meu corpo doente
Sofro por mim
Sofro por ti
Tomado pelo fogo
Desci ao inferno gelado
Um choque destrutivo e desvairado.

O arrependimento engoliu minhas palavras
Meus pensamentos retorcidos
Sufoca os sonhos
Matando os anseios e as aspirações em mim contidas.

A decepção me atravessa como uma flecha inflamada
E sangro uma história incompleta
Um livro de capa dourada
Mas em suas páginas, não há palavras.


Amour et prohibition

Deux êtres qui s'entrelacent dans l'énergie
Deux corps distants, unis par le sentiment et la pensée
Nous sommes des portails sans dimensions, mais symétriques
Mais nous sommes perdus dans l'immensité des doutes et des contradictions
Deux forces de duel ......
Amour et interdiction.

Puis je crie ma douleur
Mais il n'y a pas de son
C'est inutile mon cri
Pour l'amour hors du temps
Mon souhait pleure
Mon âme gémit à la punition.

Mon corps malade
Je souffre pour moi
Je souffre pour toi
Pris par le feu
Je suis descendu en enfer froid
Un choc destructeur et sauvage.

Le regret a avalé mes mots
Mes pensées tordues
Étouffe les rêves
Tuer les aspirations en moi.

La déception me transperce comme une flèche enflammée
Et saigner une histoire incomplète
Un livre à couverture dorée
Mais sur vos pages, il n'y a pas de mots.


Raquel G Morais

Imagem do Google


TRISTE SINA


Triste Sina

Embalo na noite
Embalo nos sonhos
Embalo na vida
Embalo na sina que repudio.

Desvio por outro caminho
Mas o atalho termina
Embalo nos braços de outros braços
Mas a música desliga.

Embalo nos sonhos de outro sonho
Mas a noite é inimiga
Embalo nas nuvens coloridas de outra vida
Mas o badalo do relógio, o fim anuncia.

Embalo na voz suave de outra voz
Mas ela não perdura
É como bala de festim.

Embalo meu corpo em outro corpo
Mas não posso retê-lo
Tenho que deixa-lo ir
Embalo minha boca em outra boca
Num toque profundo e aromático
Mas como um vapor, ele se esvai nostálgico.

Embalo meus olhos em outros olhos
Entre íris e cílios se misturando
Mas a cortina se fecha.

E nesse triste viver
Sempre almejando
Danço nas minhas lágrimas
Que formam um rio
E submerge todo meu querer
Submerge em um querer que não é o meu
E nesta triste sina
Sigo chorando e caminhando.

Triste Destin

Je bascule dans la nuit
Bascule en rêve
Bascule dans la vie
Je bascule le destin que je répudie.

Contourner d'une autre manière
Mais le raccourci se termine
Je balance les bras d'autres bras
Mais la musique s'éteint.

Je bascule dans les rêves d'un autre rêve
Mais la nuit est ennemie
Je bascule dans les nuages ​​colorés d'une autre vie
Mais le coup de la pendule, annonce la fin.

Je bascule dans la voix douce d'une autre voix
Mais ça ne dure pas
Se perdre dans la nuit sans fin.

Et je bascule mon corps dans un autre corps
Mais je ne peux pas le retenir, je dois le laisser partir
Je mets ma bouche dans une autre bouche
Dans une touche profonde et aromatique
Mais comme une vapeur, elle s’évanouit nostalgique.

Je bascule mes yeux dans d'autres yeux
Entre iris et cils se mêlant
Mais le rideau se ferme.

Et dans cette triste vie
Toujours envie
Je danse dans mes larmes
Qui forment une rivière
Et noyer tout mon besoin
Plongez dans un souhait qui n'est pas le mien
Et dans ce triste destin

Je n'arrête pas de pleurer et de marcher.


Raquel G Morais

Imagem do Google

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

A INTENSIDADE DOS SENTIMENTOS


A Intensidade dos Sentimentos

Sentimentos velhos
Recém-nascidos
Cultivados e floridos
Inconstantes, volúveis
Ou convalescidos
Intensos ou insensíveis
Frios, vulneráveis ou exauridos
Com adoração ou desprezo
Abandonados, mortos ou apodrecidos
Ele é latente em todas as suas formas
Pode ser cálido
Fervoroso ou arrefecido
Dele não há como fugir
Se esconder
As sementes vêm pelos quatros ventos
E nascem em todos os solos
Propende sem retroceder
Ele se impregna até em terras secas e rachadas
Esperando pela chuva, Sedento
Pois não sentir, também é sentir
Ele pode ser mais cortante, que qualquer espada
Pode ferir, machucar, ser um mártir
Sua balança não é fiel
Seja com densidade, volume e massa
Há quem ganha, e quem perde
Pode ser dia de sol, ou frio no inverno
Pode ser campo florido, ou jardim abandonado
Pode ser um inferno
Ou regozijo no céu.
Sentiments variés




L'intensité des sentiments

Nouveau-nés

Cultivé et fleuri

Inconstant, volatile

Ou convalescent

Intense ou insensible

Froid, vulnérable ou épuisé

Avec adoration ou mépris

Abandonné, mort ou pourri

Il est latent sous toutes ses formes

Peut être chaud

Fervent ou refroidi

De lui il n'y a pas d'échappatoire

Se cacher

Les graines viennent par les quatre vents

Et ils sont nés dans chaque sol

Proposer sans revenir en arrière

Il pénètre même les terres sèches et fissurées

En attendant la pluie, soif

Parce que ne pas ressentir, c'est aussi ressentir

Il peut être plus pointu que n'importe quelle épée

Peut blesser, être un martyr

Votre solde n'est pas fidèle

Que ce soit avec densité, volume et masse

Il y a ceux qui gagnent et ceux qui perdent

Il peut faire beau, ou froid en hiver

Il peut s'agir d'un champ de fleurs ou d'un jardin abandonné

Peut être l'enfer


Ou réjouissez-vous dans le ciel.

Raquel G Morais, 05/02/19.

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