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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O NADA QUE DESTRUIU TUDO

O nada que Destruiu Tudo

Tudo girando, cada giro uma visão, uma interpretação;
Depende da localização, nível de elevação;
Nada absoluto, é como o núcleo da terra, que constantemente ebula;
Quem vive para chegar ao cume?
Mãos ansiosas nunca pegará esse troféu;
Não há diferente, tudo o mesmo destino;
Todos chafurdando na lama que produziu;
Cavando a própria sepultura;
Não há retorno, refazer a história;
O livro foi rasgado e queimado, não há mais papel;
A fumaça escura da sua existência;
Cobre o sol, cobre a lua, escurece o mar;
Provoca furações, irrita os vulcões;
Um nada que destruiu tudo;
Assola sua própria morada;
Comer riqueza, para saciar a fome?
Um estômago insaciável, cheio de tentáculos, dedos incontáveis;
Pega tudo que encontra;
Digere com seu ácido profano;
Os restos na sua boca, apodrece e fede, e é repetido como um mantra;
Corpo de aço e pés de barro;
Desenraizado, caules extirpados;
Despido de toda folhagem;
Morrerá seco e enrijecido;
Levando dentro de si, todo ouro toda a prata;
A alma tão negra, nunca enxergará o caminho de volta.
Pois esse, se tornou desconhecido.

Raquel G Morais, 24/11/18.

Imagem do Google.



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

VIDA UM ROMANCE COM A MORTE

Vida um Romance com a morte

Vida, resplendor, vida nas sombras;
Vida em gotas;
Vida em som, vida silenciosa;
Vidas negras, anela pela aurora;
Vida, sacrifício, justifica;
Vida tumultuada, poluída, cinza, que fede;
Sobrepõe a todas as vidas;
Vida criança, envelhecida;
Criança morta, que ainda vive, se apiede;
Vida que nasce, ressuscita da noite;
Vida instinto, evolução;
Vida sensações, emoções, decisiva no açoite;
Vida morna, nem fria, nem quente;
Vida covarde, corajosa, dissolução;
Vida, luta, desafio, falência, milagre, incongruência;
Vida de papel, solta ao vento;
Vida, caminho, estrada, senda ou atalho;
Vida estreita, larga, curta e longa;
Vida de todas as cores, de todos os sons, miscigenada;
Dia e noite, todas as estações;
Vida bendiga, amaldiçoada;
Vida quando menos se espera, parte para nunca mais voltar;
Vida, um romance com a morte.

Raquel G Morais, 18.

Foto pessoal.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

DECISÕES E DECEPÇÕES


Decisões e Decepções

Decisões, emoções
Desistir sem querer
Por num cofre, o desejo de rendição
Decisões que nos fere, invisivelmente
O caminho na encruzilhada
Decisão não programada
Ir em frente, ou não se mover
Deitar sobre a paisagem, já ressequida
Fazendo a dança da chuva, pra renascer
A vida nos apresenta, decisões drásticas
O livre arbitro, se torna uma espada
Corta nosso querer.... decepção
Não poder virar a mesa, se arriscar num sonho
Ter que fugir, não se permitir
Sem desvios
Sufocar o desejo pelo delírio
Perder o juízo
Tentar enganar a consciência
Uma ilusão
Tudo pensado, tudo medido
Velho caminho
A vida é breve, balança da verdade
Esclarecida
Arrependimentos, explodirá
Abalará a base, inevitável
Como o nascer do dia, que empurra a noite
Silenciosamente, espanta as sombras
Do desejo, da ânsia de amor
A água no incêndio, desilusão
Afoga todos os dias
Fantasmas da lembrança, da saudade.

Raquel G Morais, 23/11/18.

Décisions et Déceptions

Décisions, émotions
Abandonner involontairement
À travers un coffre-fort, le désir de se rendre
Les décisions qui nous font mal, de manière invisible
Le chemin au carrefour
Décision non prévue
Avancez ou ne bougez pas
Allongé sur le paysage, déjà séché
Faire danser la pluie, pour renaître
La vie nous présente, des décisions drastiques
L'arbitre libre devient une épée
Réduit notre volonté .... déception
Ne pas être capable de renverser la situation, risquer un rêve
Avoir à fuir, sans se permettre
Pas de déviations
Désir étouffant pour le délire
Perte de jugement
Essayez de tromper la conscience
Une illusion
Tout compte fait, tout est mesuré
Ancienne manière
La vie est brève, équilibre de vérité
Clarifié
Regrets, ça va exploser
Il va secouer la base, inévitable.
Comme le lever du jour qui annihile la nuit
Silencieusement, ça fait peur aux ombres
Du désir, du désir d'amour
Eau en feu, désillusion
Se noyer tous les jours

Fantômes de souvenir, de nostalgie.

Raquel G Morais.

Foto pessoal



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

UMA ROSA VERMELHA EM MEU PEITO


Uma rosa vermelha em meu peito.

Carrego uma rosa vermelha em meu peito;
Aberta na minha boca, um aroma perfeito;
Cheire minha rosa, mas não pise nos meus espinhos;
Rosa tão linda, espalhando beleza, sentimentos e dores;
Uma doçura, que às vezes amarga nossos caminhos;
Não existe nada perfeito, para quem não sabe olhar;
Meus espinhos são proteção, contra os que querem me devorar;
Fazem-me humilde, sem soberba;
Por ser exuberante, ao aflorar;
Meus pelos enrijecidos, que cobrem a minha pele;
Faz perpetuar a minha espécie;
Não se colhe a rosa do amor, sem se ferir;
Espinhos da contradição;
O sol é obscurecido no eclipse;
E há tempestades na calmaria do mar, sem coibição;
Para me amar, tem que ser por inteira;
A beleza, o amor, compensa os espinhos;
Cada pétala, um sonho, um sonho forasteiro;
Não amaldiçoe as rosas, pelas as feridas;
Ela nunca quer machucar, não temas;
Escale meu corpo, contornando meus espinhos;
Mas se ferir, pense na recompensa;
Por não ter desistido;
Só quem nunca temeu meus espinhos;
Sabe o valor que tenho.

Raquel G Morais, 21/11/18.

Foto pessoal


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

HA, SE VOCÊ SOUBESSE


Ah, Se Você Soubesse

Ah, se você soubesse, o tamanho do meu amor;
Quero nascer em ti, todas as noites;
E ter uma manhã rebelde, para liberar esse amor;
Estás preso em meus pensamentos;
Fiz dele um manto macio, para que tu te deleites;
Eu vivo nesse delírio, nesse dilema;
Não consigo mais voltar;
Ah, se você soubesse, que tudo foge a regra, ao que é aceito;
Tu não me vês, mas te sigo;
Amarrei o paraíso em mim, para nunca se soltar;
Pois tu és dono dele, um doce perigo;
Você cerceou meu mundo, desenhou todas as rotas;
Viajo seguindo a sua sinalização;
Nesse caminho nublado, não quero chegar ao gólgota;
Ah, se soubesse que sou capaz de te ler, mesmo no escuro;
De escrever em meu caderno, sua história;
De ser uma taça, para colher tuas lágrima obscuras;
Até o universo estremece, em face ao meu amor;
Ah, se soubesse, que eu seria capaz de fazer o sol parar;
Em sua dedicatória;
Para que em ti, não haja escuridão, somente fulgor;
Entro em qualquer guerra, venço todas as batalhas;
Só para te mostrar, do que sou capaz;
Eu me desfaço, me regenero;
Faço tudo flutuar;
Por você eu escreveria livros;
Sem nunca finaliza-los;
Mas tu nunca me percebes;
Ah, se soubesse do que sou capaz de fazer;
Para mostrar que amo você;
Será que creditarias em mim?
Se soubesse, o que hoje sinto;
De maneira tão ressonante;
Nunca ninguém ocupou o seu lugar, no meu viver;
Ah, se nossos olhos se encontrassem, fulminantes;
Uma única vez;
Você entenderia, o que sinto por você;
Ah, se você soubesse.


Raquel G Morais, 20/11/18.


Foto pessoal.


terça-feira, 20 de novembro de 2018

MUNDO DOENTE


Mundo Doente

Mundo doente, agonizante;
Mundo carente de todos os sentimentos;
Cruel em sua essência;
Assassino da sua existência.

Todos contaminados pelo mesmo veneno;
Teve chance, mas ignorou todos os alertas;
Ouvidos surdos, olhos vendados
Olfato e toque, manipulados.

Cuidado!!! Olha o buraco!!
Não deixe ser tragado;
Tu  está na porta do abismo, 
Está murchando, secando, como uma folha ao sol.

Só um milagre, pode te salvar;
Você crê em milagres?
Pois só ele poderá te amparar;
Para tu não despencar;
Dentro dessa boca, cheia de dentes afiados;
Se cair, será mastigado;
Com requintes de crueldade, com sabor de vingança;
Há muito tempo arraigado.


Raquel G Morais, 20/11/18.


Monde malade


Monde malade, angoissant;

Monde dépourvu de tout sentiment;

Cruel dans son essence;

Assassin de votre existence.


Tous contaminés par le même poison;

Il avait une chance mais ignora tous les avertissements;

Les yeux bandés, les oreilles sourdes;

Toucher et odorat, manipulés.


Attention !!! Regarde le trou !!

Ne te laisse pas avaler.

Vous êtes à la porte de l'abîme,

Il s'estompe, sèche comme une feuille au soleil.


Juste un miracle, cela peut vous sauver;

Crois-tu aux miracles?

Pour qu'il puisse vous protéger;

Pour que tu ne tombes pas;

À l'intérieur de cette bouche, pleine de dents acérées;

Si ça tombe, ça va être mâché;

Avec des raffinements de cruauté, avec un goût de vengeance;

Pendant longtemps, est enracinée.

Raquel G Morais, 20/11/18.

Foto pessoal.


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A MÚSICA DAS BORBOLETAS


Música das borboletas

Entre jardins floridos e matizados
Nós passeamos de mãos dadas
O cheiro do amor, invadindo nossas narinas
A cor da paixão, em nossos olhos escarlate
Nossos corpos dançando
Embalados pela música das borboletas
De mãos dadas, fluindo energia numa fusão estrelar
Não precisamos de mais nada
Só eu e você, amando esse momento único, simples
Intensificado com a luz do luar
Não deixe minha mão
Viajaremos juntos para o mundo encantado
Onde as flores nunca morrem
E nossos corações batem no ritmo da música das borboletas.


Musique de papillons

Parmi les jardins fleuris et teintés
Nous marchons main dans la main
L'odeur de l'amour envahissant nos narines
La couleur de la passion, dans nos yeux écarlates
Nos corps dansent
Emballé par la musique des papillons
Main dans la main, l'énergie circule dans une fusion d'étoiles
Nous n'avons besoin de rien d'autre
Juste toi et moi, aimant ce moment unique et simple
Intensifié au clair de lune
Ne laisse pas ma main
Nous voyagerons ensemble dans le monde enchanté
Où les fleurs ne meurent jamais
Et nos cœurs battent au rythme de la musique des papillons.


Raquel G Morais, 19/11/18.

Foto pessoal

sábado, 17 de novembro de 2018

A CAMA VAZIA


A Cama Vazia

Não sei se é comigo, ou contigo que me deito;
A cama parece sempre vazia;
Vazia de mim, e de você;
Não tenho sono tranquilo, estou sozinha;
Nossa cama, é como a de um faquir;
Acordo na loucura, do amanhecer de um novo dia;
Não ouço seus passos na escada, nem vejo sua sombra na janela;
O vento sopra o balanço no jardim;
No outono, as árvores nuas, as folhas secas inundam o chão;
Sua voz silenciou, e não me chama;
Os dias não são mais dias, a noite prevalece, e não me lembro de acordar;
Tudo é frio e indiferente, parei de contar o tempo;
Eu me apago, renuncio a voz, que desfalece;
O silêncio não tem cor, é abstração do seu amor;
Nosso romance extinto, lágrimas caindo na estrada, densamente;
Um poço sem fim;
Fantasmas me rondam no escuro;
Pensamentos sombrios, que amargor;
Minha alma vaga pela noite, num lugar desconhecido;
Que desespero em ser;
O vazio oferece abrigo, em minhas profundezas;
Há uma voz que grita, não posso entender, nem calar;
Ela me abraça, e me ensurdece com perguntas ensandecidas;
Eu não sei responder;
Estou no inferno, aprendi a ser infeliz;
O amor chamou, depois se escondeu;
Morri por dentro, e ninguém percebeu;
Pobre de mim...
Na cama arrumada e vazia;
A saudade se deita, e o sono levanta;
Sem destino, estou vagando.

Le lit vide

Je ne sais pas si c'est avec moi ou avec vous que je me couche;
Le lit semble toujours vide;
Vide de moi et de toi;
Je n'ai pas de sommeil paisible, je suis seul;
Notre lit est comme un fakir;
Je me réveille dans la folie de l'aube d'un nouveau jour;
Je n'entends pas tes pas dans les escaliers, ni ton ombre à la fenêtre;
Le vent souffle la balançoire dans le jardin;
En automne, des arbres nus, des feuilles sèches inondent le sol;
Sa voix est silencieuse et il ne m'appelle pas;
Les jours ne sont plus des jours, la nuit prévaut et je ne me souviens pas de m'être réveillé;
Tout est froid et indifférent, j'ai arrêté de compter le temps;
Je m'annule, je renonce à ma voix qui s'évanouit;
Le silence n'a pas de couleur, c'est une abstraction de votre amour;
Notre romance éteinte, des larmes denses tombant sur la route;
Une fosse sans fin;
Les fantômes me rôderont dans le noir;
Pensées sombres et amères;
Mon âme erre dans la nuit dans un lieu inconnu.
Quel désespoir d'être!
Le vide m'abrite dans mes profondeurs;
Il y a une voix qui crie, je ne peux pas comprendre, ni le silence;
Elle me prend dans ses bras et m'assourdit de questions insensées.
Je ne sais pas comment répondre;
Je suis en enfer, j'ai appris à être malheureux;
L'amour a appelé, puis s'est caché;
Je suis mort à l'intérieur et personne n'a remarqué;
Pauvre moi ...
Dans le lit vide;
La nostalgie se propage et le sommeil se réveille;

Aucune destination, je me promène.

Raquel G Morais, 17/11/18

Foto Pessoal


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

EU HABITO EM TI

Eu Habito em Ti

Eu habito em ti, não tema o vazio, a solidão;
Preencher-te-ei, com minha alma derramada;
Não pegue outro caminho, outra direção;
Não sou o suficiente?
Você é a abertura dos meus pensamentos, dos meus sonhos aclamados;
Não preciso de comida, preciso de ti;
A refeição da vida;
Procuro seu olhar, para enganar minha paixão;
Mas nunca enganarei meu coração;
Posso fingir, se a lembrança insistir, que esqueci, que não sofri;
Uma brasa insana, motivo do existir;
Difícil não te perceber, não te querer, na nostalgia do silêncio;
Não quero viver de engano, nesse transcorrer;
Estar com você, é um vício infinito;
Minhas palavras voam no vento;
E me joga contra você;
Estou voando longe, não me segurem;
Amar e não ter, é a verdadeira dor;
Sou o vinho, a taça, você o degustador;
Tudo que escrevo é nada;
Diante do sentimento arrebatador;
Eu sou o soneto, você a rima;
Sou a ironia da tristeza;
Embrandecer de pedras duras;
Derreto o gelo do Everest;
Numa cidade moderna;
Sou a sereia do oceano, a melodia da vida;
Um pássaro cantando no crepúsculo;
Uma flor arroxeada, os cabelos de uma ninfa, que se confundi com as nuvens;
Tentação de Adão, dentro do jardim;
Mas, do que adianta ser tudo isso, se não tenho você comigo?
Assim, sou ou um holofote de luz apagada;
O antigo pastor de um rebanho;
Céu sem estrelas, cicatriz que ainda sangra;
Quer nascer em outro destino? Não quer continuar na minha trilha?
Não serei uma amarra, um empecilho;
Se quiseres ir, te deixarei partir;
Se tiver que ser meu, voltarás;
A liberdade é o espaço que a felicidade precisa;
Assim, poderá voltar, quando a saudade apertar;
Prefiro você, a um mundo inteiro;
Que eu perca tudo, mas não perca você.

Raquel G Morais, 18.

Foto pessoal.


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

NÃO QUERO SER O SEU PASSADO

Não quero ser seu passado

Você é importante para mim, no pouco tempo que te conheci;
Caminhos misteriosos, me levaram até você;
Não consigo me imaginar, vivendo longe de ti;
É impossível desviar do seu olhar, de balancê;
Você é o brilho de um espelho, a transparência da água, e abalo do meu corpo;
Tu danças em meu pensamento;

Uma música poderosa, lenta, frenética e doce
Em nós, não há dominado, nem dominador;
Somos dominados somente pelo amor;
É uma troca sincronizada, obedecendo ao mestre do tempo;
É um pensamento, é um ser, é uma senda;
Juntos dançamos, e inventamos passos diferentes;
Conforme pede nossos desejos;
Somos dois em um único caminho;
Sem espaço, para olhar para trás, sem despojos;
Focados apenas no porvir;
Momentos que valem uma vida...
Jamais serão apagados;
Amor que resiste a morte;
Você sabe do que preciso, passeia em minha mente, e faz tudo ser atenuado;
TE AMO, nas linhas e nas entre linhas;
Todo o tempo;
Vamos equilibrando nesse sentimento;
O amor é a vida, acontecendo no memento;
Sem passado sem futuro;
Eternidade agora, e sempre.

Raquel G Morais, 15/11/18.

Foto pessoas.