Decepção do Criador
Sentimentos, comportamentos, desviados e afetados;
Por nós, ou por outros;
Natureza humana, interesseira, volúvel e volátil;
Imediatismo,
Aqui, é agora, sem pensar no amanhã;
Nunca se conhecem
Ou, fazem sexo, depois desaparecem;
Tudo invertido, alterado e desviado;
Poucos corajosos são fieis aos sentimentos;
Pensar, sentir e agir,expropriado;
Mutantes exclusivistas, fragmentados;
Genéricos, doentios;
Uma chaga inflamada, que suga e respira;
Transpiram desejos e volúpias;
Deus Eros, e seu reinado de amor;
Para ele, não há mais lugar;
Não passa de um bebê, brincando de arco e flecha,
Somente um ator;
Tentando em vão, atingir os humanos, em seus papéis vulgares;
Hoje reina a
Banalização dos sentimentos;
Somos a
Decepção do criador,
Um antro turbulento.
Raquel g Morais, 30/12/18.
Déception du créateur
Sentiments, comportements déviés et affectés;
Pour nous ou pour les autres;
Nature humaine, égoïste, volubile et volatile;
Immédiatisme
La voici maintenant, sans penser à demain;
Ne se connaissent jamais
Ou alors, ils ont des relations sexuelles, puis ils disparaissent;
Tout est inversé, altéré et détourné;
Peu de braves sont fidèles aux sentiments;
Penser, ressentir et agir, exproprié;
Mutants exclusifs et fragmentés;
Générique, maladif;
Une plaie enflammée, qui aspire et respire;
Ils transpirent les désirs et les plaisirs;
Dieu Eros et son règne d'amour;
Pour lui il n'y a pas de place;
Il n'est qu'un bébé, jouant à l'arc et à la flèche,
Un seul acteur;
Essayer en vain d'atteindre les humains dans leurs rôles vulgaires;
Aujourd'hui règne le
Banalisation des sentiments;
Nous sommes le
Déception du créateur,
Un repaire turbulent.
Raquel G Morais, 19.
Foto pessoal
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domingo, 30 de dezembro de 2018
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Vivos, Almas Mortas
Homens vivos com almas mortas;
São o sonho de um demônio;
Que encobre a Lâmpada com sua sombra.
Raquel G Morais.
São o sonho de um demônio;
Que encobre a Lâmpada com sua sombra.
Raquel G Morais.
TUDO E NADA É PARA SEMPRE
Tudo e Nada é Para Sempre
Instável, frágil, forte;
Dia de sombra, outro de sol;
Escuridão, medo;
Vale profundo, lugar dos sentimentos;
Escada da alegria, do amor e do segredo;
Triunfa, cai, rasteja;
Vitória e derrotas passageiras;
Tudo, e nada é para sempre.
Raquel G Morais, 28/12/18.
Foto pessoal
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
Pisando Sobre o Passado
Andando e olhando o ponto seguinte, o norte do futuro.
Derrubando e pisando sobre as estacas do passado.
Raquel g Morais, 26/12/18
COLUNA QUE SEGURA O TEMPLO
Coluna que Segura o Templo
Amor...Irracional, sem perguntas, sem
respostas;
Tudo passageiro ou eterno, ouve as estrelas
e saboreia o céu no firmamento;
O sol é a sua morada, e a lua sua cama
posta;
Perde-se no labirinto das estrelas;
É amigo do lobo e do cordeiro;
Da macies da vida, da luz e do caos, tudo se
nivela;
Acende e desenha o riso, e brinca com a alma
trigueira;
Esperança, empirismo, nobre, espírito fugaz
ou sólido sentido;
Uma mistura homogênea e diversa, que o
sustém;
Fantasia, vida, medo, não há dois amores
iguais, como também o dia;
Nuvens do que já viveu, vazio do que viu,
viveu e sentiu;
É de todos os mares, represas, lagos e rios;
Mora na presença, na ausência, no riso e na
dor;
Idade, tempo desesperado, enxerga algo onde
ninguém viu nada;
É cura ou doença, humildade, orgulho,
quente, frio, avassalador e desbravador;
Flexível ou inflexível, fascinante e
apaixonante, uma granada;
Vai além da alegria e da tristeza, triunfa
sobre a desgraça;
Tudo é verdade diante do amor, pois ele não
enxerga, ele sente;
Sabe coexistir em tudo, e em todos;
Diferentes tipos, componentes, e níveis de
amor que mantém;
Ele é a coluna alicerçada, que segura todo o
templo;
É luz, é fio de ouro, bordado nos tecidos rústicos
da vida sedenta.
Raquel G Morais, 26/12/18.
Foto Pessoal.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
Mudar de Opinião
Não creio, não confio nos homens, nem em mim mesmo.
Pois o que digo agora, posso mudar de opinião no momento seguinte.
E isso, não quer dizer que abandonei quem sou, apenas percebi que estava errada.
Todos nós temos esse direito valioso, de mudar para crescer.
Raquel G Morais, 18.
Natal
No natal, praticam um mês, um dia.
Um falso amor, falsa alegria, falsa solidariedade, falso altruísmo, etc..
Nessa época, tudo comprado, falsificado, tudo vendido.
Raquel G Morais, 24/12/18.
Respostas
domingo, 23 de dezembro de 2018
Amor irracional
O amor é irracional, não se encaixa em padrões.
Quem diz amar coerentemente não ama, se engana.
Raquel g Morais, 18.
sábado, 22 de dezembro de 2018
CANTO PARA SUA ALMA
Canto Para Sua Alma
Renasci para te amar, meu alimento, meu
querer
Minha porção, meu silêncio, meu respirar;
Sem ti, eu vago, esperando sempre o alvorecer
Meu amado, busque-me, estou avariada.
Converso com tua alma, e não choro mais;
Tu enxugas minhas lágrimas, quando me
abraca;
Estou encantada, com o caminho que criamos
em espiral;
Vestida de vida, de poesia, de fantasia, sou
versátil.
Na aurora ou no anoitecer, olho a tua face
de beleza atemporal;
Você adormece, e canto sua canção;
No seu inverno eu sou o verão, e acalmo sua
pressa;
Estou no seu filme, no seu roteiro, e no seu
cache.
Minha outra pele, metade do meu cérebro;
A eternidade é o momento contigo, que
abrigo, que mitigo;
Sinto o vento que sopra em mim;
Estas linhas estão cantando minha alma na
sua, que instigo.
Nossa história em cores carmim e marfim;
No brilho dos seus olhos, vejo contrastes,
do desejo intenso;
Até o carinhoso mais tênue;
Vejo esmeraldas, ouro e âmbar.
Sensações que arrebentam com minha dor, e me
salva;
Vou me esconder, e cantar para você,
estrangular a ausência;
A manhã chega, e a vida vai te acordar com
cheiro de malva;
Use seus lindos disfarces, e saia para
levitar com colorescência;
Há amor em nossas almas, de brilho alvo;
Magma, que estão fluindo de nossas fendas,
feitas pela força do amor abstrato.
Raquel G Morais,22/12/18.
Chante pour ton âme
Je suis né de nouveau pour t'aimer, ma nourriture, mon amour;
Ma part, mon silence, mon souffle;
Sans toi vague, toujours en attente de l'aube;
Bien-aimée, viens me chercher, je suis brisée.
Je parle à ton âme et je ne pleure plus;
Tu essuies mes larmes quand tu me retiens;
Je suis enchanté par le chemin que nous avons créé en spirale;
Vêtu de la vie, de la poésie, de la fantaisie, je suis polyvalent.
À l'aube ou au crépuscule, je regarde votre visage d'une beauté intemporelle;
Vous vous endormez et chantez votre chanson;
En hiver, je suis l'été et je me désaltère;
Je suis dans votre film, dans votre script et dans votre cache.
Mon autre peau, la moitié de mon cerveau;
L'éternité est le moment avec toi, quel abri, ce que j'atténue;
Je sens le vent souffler en moi;
Ces lignes chantent mon âme dans la tienne, cette instigatrice.
Notre histoire en carmin et en ivoire;
Dans l'éclat de tes yeux, je vois des contrastes, un désir intense;
Et le plus authentique affectueux;
Je vois des émeraudes, de l'or et de l'ambre.
Des sentiments qui rompent avec ma douleur et me sauvent;
Je vais me cacher et chanter pour vous, étrangler l'absence;
Le matin vient et la vie vous réveillera avec le parfum du mauve;
Portez vos beaux déguisements et sortez pour léviter avec des couleurs;
Il y a de l'amour dans nos âmes;
Magma, qui coule de nos fissures, fait par la force de l'amour abstrait.
Raquel G Morais.
Foto pessoal
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
NATAL INVERSO
Natal Inverso
Natal!
Antes, festa pagã da saturnália, honra ao
deus saturno;
Politeístas, adoravam uma variedade de
deuses;
Festa transformada em uma comemoração cristã,
oriunda;
O nascimento de Jesus;
Com o objetivo de despertar sentimentos que
aprouvesse;
Fraternidade, amor, compaixão, solidariedade
e simplicidade;
Que deveria perdurar entre os homens, independente
de uma data específica;
Hoje esses sentimentos são verdadeiros? Tem
assiduidade?
Sacrificamos Jesus todos os dias como nossos
pecados, que nos putrifica;
Amor e união, uma ilusão;
Fraternidade e solidariedade, oportunista;
Alguém sabe o que é simplicidade e
compaixão?
Natal, uma mitomania;
Luzes, enfeites, presentes, mesa farta;
Festas, um grande evento, como todas as
outras tradições;
Distanciados de seu verdadeiro significado;
Vê-se, o materialismo, o consumismo e suas
atribuições;
Natal do Cristo ou do consumismo?
Ideologias capitalistas e campanhas
publicitárias;
Jesus nasce, mas lembrado é o papai Noel,
que o substituiu;
Um show de luzes, compras desenfreadas, diversão
que não nos leva a nada;
A não ser ao arrependimento;
A data material passa, o significado real
jamais acaba;
Compartilhar presentes do coração, carinho
fraterno em avivamento;
Amar ao próximo como a ti mesmo, sem
qualquer medo;
Coração aberto para acolher Jesus, e ter o
bem como hospedeiro.
Raquel G Morais, 20/12/18.
Foto Pessoal
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
BÍPEDES CONTROVERSOS
Bípedes controversos
Linda, exuberante, frutífera, eu era;
Sem cuidado, sem adubo, regredi;
Cada ano mais fraca, menos folhas, menos
flores, menos frutos, como uma megera;
Não fui a única a ser atingida, nessa terra
todas sofreram o mesmo fim;
Restaram apenas, galhos secos e inférteis;
Fui queimada a fogo,
E a fumaça encobre o sol, que nunca me alcança;
E a fumaça encobre o sol, que nunca me alcança;
O silêncio sepulcral é um inferno;
O ceifamento da vida em vida, sem esperança;
O viço da minha pele não mais existe;
Agora murcha, escura e grotesca,
Sem outrora lembrança;
Sem outrora lembrança;
Dantes atraia todos até a mim, agora não
tenho companhia;
Não há mais água no subsolo, raízes secas,
estou a mercê do tempo e do vento;
Meu destino será cinza;
A vida, um escândalo que clama aos céus
turvento;
O descaso tomou conta;
Banalizada, desprezada por motivos torpes;
Paciente de enfermidade grave, que afronta;
Bactéria resistente a qualquer remédio;
Prevenir o mal, a sequidão dos sentimentos, que
contaminou mentes e corações;
A vida é uma dança de cadeiras, uma hora
sentado, outra de pé;
Não quero muito, apenas bondade, respeito,
integração e cooperação;
Não temos domínio do tempo,
Não somos quase nada, querendo ser tudo
Não somos quase nada, querendo ser tudo
Bípedes, dicotomia controvérsia.
Raquel g Morais, 19/12/18.
Bipèdes controversés
Belle, exubérante, fructueuse, j'étais;
Sans soin, sans engrais, je régresse;
Chaque année, plus faibles, moins de feuilles, moins de fleurs, moins de fruits, comme une musaraigne;
Je n'étais pas le seul à être touché, dans ce monde, tous ont subi le même sort;
Ils ne restèrent que des branches sèches et stériles;
J'ai été brûlé au feu,
Et la fumée recouvre le soleil qui ne m'atteint jamais;
Le silence sépulcral est un enfer;
La moisson de la vie, dans la vie, sans espoir;
La lueur de ma peau n'existe plus;
Il est flétri, sombre et grotesque,
Sans un souvenir de beauté;
Dantès m'attirait tous, maintenant je n'ai plus de compagnie;
Il n’ya plus d’eau souterraine, de racines sèches, je suis à la merci du temps et du vent;
Mon destin sera gris;
La vie, un scandale qui crie au ciel;
La négligence a pris racine;
Banalisé, méprisé pour des raisons maladroites;
Patient de maladie grave, qui fait face;
Bactéries résistantes à tout remède;
Nous devons empêcher le mal, la sécheresse des sentiments, qui a contaminé les esprits et les cœurs;
La vie est une danse de chaises, une heure assise, une autre debout;
Je ne veux pas beaucoup, juste de la gentillesse, du respect, de l'intégration et de la coopération;
Nous n'avons pas de domaine temporel,
Nous ne sommes presque rien, voulant être tout
Bipèdes, controverse de dichotomie.
Raquel g Morais, 19/12/18.
Bipèdes controversés
Belle, exubérante, fructueuse, j'étais;
Sans soin, sans engrais, je régresse;
Chaque année, plus faibles, moins de feuilles, moins de fleurs, moins de fruits, comme une musaraigne;
Je n'étais pas le seul à être touché, dans ce monde, tous ont subi le même sort;
Ils ne restèrent que des branches sèches et stériles;
J'ai été brûlé au feu,
Et la fumée recouvre le soleil qui ne m'atteint jamais;
Le silence sépulcral est un enfer;
La moisson de la vie, dans la vie, sans espoir;
La lueur de ma peau n'existe plus;
Il est flétri, sombre et grotesque,
Sans un souvenir de beauté;
Dantès m'attirait tous, maintenant je n'ai plus de compagnie;
Il n’ya plus d’eau souterraine, de racines sèches, je suis à la merci du temps et du vent;
Mon destin sera gris;
La vie, un scandale qui crie au ciel;
La négligence a pris racine;
Banalisé, méprisé pour des raisons maladroites;
Patient de maladie grave, qui fait face;
Bactéries résistantes à tout remède;
Nous devons empêcher le mal, la sécheresse des sentiments, qui a contaminé les esprits et les cœurs;
La vie est une danse de chaises, une heure assise, une autre debout;
Je ne veux pas beaucoup, juste de la gentillesse, du respect, de l'intégration et de la coopération;
Nous n'avons pas de domaine temporel,
Nous ne sommes presque rien, voulant être tout
Bipèdes, controverse de dichotomie.
Raquel g Morais, 19/12/18.
Foto Pessoal
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
UM LUGAR DENTRO DE MIM
Um Lugar Dentro de Mim
Tenho medo, não acredito mais em nada;
Só quero paz, a perdi quando encontrei o amor;
Amei o amor, e seu fruto, um deles para sempre ceifado;
Mas está guardado em mim;
Outro segue por aí, em qualquer lugar;
Meu alicerce foi arrancado, minha casa desmoronada;
Eu, sob os escombros emergi, num mundo hediondo;
Impiedoso, impetuoso, que não aceita a derrota;
Os vencidos ficam aos pés, daqueles que se acham fortes;
Uma luta sem fim, procurando a mim;
Perder é minha arte, tudo perdi no caminho sem fim;
Pisando e me ferindo, em novas mentiras recontadas;
Finjo muito bem, engano a mim mesmo;
Tenho orgulho de homem, não quero parecer frágil;
Então digo tudo que não sou, mas sonho em ser;
Só eu sei que, não tenho uma pedra sobre pedra;
Nunca mais me reergui, foram tentativas frustradas;
De uma nova vida, um novo amor, que não vingou, foi abnegado;
Eu nem percebi, quantas falhas;
A enedonia é minha companheira;
É melhor deixar tudo e fugir, deve haver algum lugar melhor que aqui.
Esse lugar é dentro de mim.
Raquel G Morais, 18/12/18.
Foto Pessoal
Tenho medo, não acredito mais em nada;
Só quero paz, a perdi quando encontrei o amor;
Amei o amor, e seu fruto, um deles para sempre ceifado;
Mas está guardado em mim;
Outro segue por aí, em qualquer lugar;
Meu alicerce foi arrancado, minha casa desmoronada;
Eu, sob os escombros emergi, num mundo hediondo;
Impiedoso, impetuoso, que não aceita a derrota;
Os vencidos ficam aos pés, daqueles que se acham fortes;
Uma luta sem fim, procurando a mim;
Perder é minha arte, tudo perdi no caminho sem fim;
Pisando e me ferindo, em novas mentiras recontadas;
Finjo muito bem, engano a mim mesmo;
Tenho orgulho de homem, não quero parecer frágil;
Então digo tudo que não sou, mas sonho em ser;
Só eu sei que, não tenho uma pedra sobre pedra;
Nunca mais me reergui, foram tentativas frustradas;
De uma nova vida, um novo amor, que não vingou, foi abnegado;
Eu nem percebi, quantas falhas;
A enedonia é minha companheira;
É melhor deixar tudo e fugir, deve haver algum lugar melhor que aqui.
Esse lugar é dentro de mim.
Raquel G Morais, 18/12/18.
Foto Pessoal
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
A ESTRADA DA VIDA
A estrada da vida pode ser, acidentada, plana, natural, fabricada, iluminada ou sombria.
Depende do comportamento, das intenções, ações e visões do caminhante.
Raquel G Morais, 17/12/18.
sábado, 15 de dezembro de 2018
PASSOS NA AREIA
Passos na Areia
Na sombra refrescante, me deito e penso...
Imagino uma noite fria, fogo alaranjado crepitando na lareira;
Uma música suave e lenta;
Sentados no sofá da sala, sentindo o aroma das amendoeiras;
Dançamos nesse som, e nesse cheiro, e nos aquecemos;
O sono vem, deitamos no tapete macio e adormecemos;
Mas na realidade, eu me debruço sobre meu leito e choro;
O frio da madrugada me impregna, e surra meu corpo;
E você tão longe....Te desejo e enamoro;
Brigo comigo, com o destino;
No pensamento sinto-me migrando, mas imigrando em mim;
Com as possibilidades do infinito na vida;
Lavei minha alma com as cores, turva e cristalina;
Pensar em você, ilumina meu dia;
Mas depois, é escurecido na saudade;
Meu sonho irreal, se espalha por toda parte;
O mundo me traga, e devora você;
Ferida que eu mesma fiz, e agora só tenho a mim;
O amor fica;
Mas deveria ir, ou se apagar;
Posso conceber o irreal, mas não realizar, nem dominar;
A realidade é uma sombra imperfeita, do sonho perfeito sem fim;
Com imagens, tão cruas, tão pobres;
As paisagens pintadas, surreais e rupestres, foi eu mesmo que escolhi;
E mais uma vez imagino...
Nosso encontro, numa noite fria perto do mar, onde o nevoeiro nos encobre;
A lua ouve nossa triste canção;
Nossos passos marcados na areia, que a água insiste em cobrir;
Vão sumindo, até o infinito, em expunção e extinção;
Mas meu desejo, e meu sonho persiste.
Raquel g Morais, 18.
Foto Pessoal
Na sombra refrescante, me deito e penso...
Imagino uma noite fria, fogo alaranjado crepitando na lareira;
Uma música suave e lenta;
Sentados no sofá da sala, sentindo o aroma das amendoeiras;
Dançamos nesse som, e nesse cheiro, e nos aquecemos;
O sono vem, deitamos no tapete macio e adormecemos;
Mas na realidade, eu me debruço sobre meu leito e choro;
O frio da madrugada me impregna, e surra meu corpo;
E você tão longe....Te desejo e enamoro;
Brigo comigo, com o destino;
No pensamento sinto-me migrando, mas imigrando em mim;
Com as possibilidades do infinito na vida;
Lavei minha alma com as cores, turva e cristalina;
Pensar em você, ilumina meu dia;
Mas depois, é escurecido na saudade;
Meu sonho irreal, se espalha por toda parte;
O mundo me traga, e devora você;
Ferida que eu mesma fiz, e agora só tenho a mim;
O amor fica;
Mas deveria ir, ou se apagar;
Posso conceber o irreal, mas não realizar, nem dominar;
A realidade é uma sombra imperfeita, do sonho perfeito sem fim;
Com imagens, tão cruas, tão pobres;
As paisagens pintadas, surreais e rupestres, foi eu mesmo que escolhi;
E mais uma vez imagino...
Nosso encontro, numa noite fria perto do mar, onde o nevoeiro nos encobre;
A lua ouve nossa triste canção;
Nossos passos marcados na areia, que a água insiste em cobrir;
Vão sumindo, até o infinito, em expunção e extinção;
Mas meu desejo, e meu sonho persiste.
Raquel g Morais, 18.
Foto Pessoal
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
SOU FILHO DO MUNDO
Sou Filho do Mundo
Não sei dos meus antepassados;
Fui lançado, sou filho do mundo, e ensinado por ele;
Não tenho parada, ele é minha casa;
Não tenho genética, mas me injeto nas células, tenho vírus para cada uma delas;
Sem impressões digitais, impossível de ser rastreado;
Sou um bicho humano, expelido pelo inferno;
Não tenho culpa, não me criei, sou filho do mundo, e nele embrenhado;
Não sou um quimerismo, sou mais que isso;
O que é a vida, o que é um ser vivo? Estamos vivos?
Não tenho organização celular, sou indistinto, um labirinto sem fim;
Não tenho DNA, mas tenho uma marca, passo para meus descendentes, tudo que vivi;
Reproduzo-me em profusão;
Crescimento desordenado, mutação constante;
Meu instinto de sobrevivência não pode ser medido com precisão;
Sou hospedeiro da inocência, pecado e sabedoria;
Soberba, ganancia e burrice;
Do menor bem, até o maior mal;
Contido em mim, está a vida e a morte;
Sou o começo, sou o fim;
Tenho um código universal;
Sou um bicho humano, filho do mundo. Je suis un fils du monde. Je ne connais pas mes ancêtres; J'ai été jeté, je suis un enfant du monde et enseigné par lui; Je n'ai pas d'arrêt, le monde est ma maison; Je n'ai pas de génétique, mais je m'injecte dans les cellules, j'ai un virus pour chacune d'entre elles; Pas d'empreintes digitales, impossible à suivre; Je suis une bête humaine, expulsée par l'enfer; Je ne suis pas coupable, je ne me suis pas élevé moi-même, je suis un enfant du monde et j'y suis; Je ne suis pas un chimère, je suis plus que cela; Qu'est-ce que la vie, qu'est-ce qu'un être vivant? Sommes-nous en vie? Je n'ai pas d'organisation cellulaire, je suis indistinct, un labyrinthe sans fin; Je n'ai pas d'ADN, mais j'ai une marque, appelée destruction !! Et je transmets à mes descendants tout ce que j'ai vécu, toute mon expérience; Je me reproduis à profusion; Croissance non ordonnée, mutation constante; Mon instinct de survie ne peut être mesuré avec précision. Je suis hôte de l'innocence, du péché et de la sagesse; Et aussi d'orgueil, et la cupidité, et de stupidité; Tout est contenu en moi; Le bien et le mal; La vie et la mort; Je suis le début, je suis la fin. J'ai un code universel; Je suis une bête humaine, je suis un fils du monde. Raquel G Morais. 13/12/18.
Imagem do Google.
Não sei dos meus antepassados;
Fui lançado, sou filho do mundo, e ensinado por ele;
Não tenho parada, ele é minha casa;
Não tenho genética, mas me injeto nas células, tenho vírus para cada uma delas;
Sem impressões digitais, impossível de ser rastreado;
Sou um bicho humano, expelido pelo inferno;
Não tenho culpa, não me criei, sou filho do mundo, e nele embrenhado;
Não sou um quimerismo, sou mais que isso;
O que é a vida, o que é um ser vivo? Estamos vivos?
Não tenho organização celular, sou indistinto, um labirinto sem fim;
Não tenho DNA, mas tenho uma marca, passo para meus descendentes, tudo que vivi;
Reproduzo-me em profusão;
Crescimento desordenado, mutação constante;
Meu instinto de sobrevivência não pode ser medido com precisão;
Sou hospedeiro da inocência, pecado e sabedoria;
Soberba, ganancia e burrice;
Do menor bem, até o maior mal;
Contido em mim, está a vida e a morte;
Sou o começo, sou o fim;
Tenho um código universal;
Sou um bicho humano, filho do mundo. Je suis un fils du monde. Je ne connais pas mes ancêtres; J'ai été jeté, je suis un enfant du monde et enseigné par lui; Je n'ai pas d'arrêt, le monde est ma maison; Je n'ai pas de génétique, mais je m'injecte dans les cellules, j'ai un virus pour chacune d'entre elles; Pas d'empreintes digitales, impossible à suivre; Je suis une bête humaine, expulsée par l'enfer; Je ne suis pas coupable, je ne me suis pas élevé moi-même, je suis un enfant du monde et j'y suis; Je ne suis pas un chimère, je suis plus que cela; Qu'est-ce que la vie, qu'est-ce qu'un être vivant? Sommes-nous en vie? Je n'ai pas d'organisation cellulaire, je suis indistinct, un labyrinthe sans fin; Je n'ai pas d'ADN, mais j'ai une marque, appelée destruction !! Et je transmets à mes descendants tout ce que j'ai vécu, toute mon expérience; Je me reproduis à profusion; Croissance non ordonnée, mutation constante; Mon instinct de survie ne peut être mesuré avec précision. Je suis hôte de l'innocence, du péché et de la sagesse; Et aussi d'orgueil, et la cupidité, et de stupidité; Tout est contenu en moi; Le bien et le mal; La vie et la mort; Je suis le début, je suis la fin. J'ai un code universel; Je suis une bête humaine, je suis un fils du monde. Raquel G Morais. 13/12/18.
Imagem do Google.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
NEM FELIZ, NEM MALDIZENTE
Nem Feliz, Nem Maldizente
Pena e nuvem, mesmo peso, mesma cor;
Chuva, ou travesseiro, o que necessita ou procura;
Consciência negra ou incolor, aceitação ou censura;
Desejo e luxuria, um vício inspirador ou amargor;
Vida vivida ou vegetada, engessada, alienada;
Energia peculiar ou generalizada;
Linha indecisa, entre erro e acerto;
Obtuso, nunca aprende;
Nem feliz, nem maldizente;
Feliz? Objetivo ou subjetivo;
Cada um tem seu conceito;
Medo de admitir, medo de não sentir;
Sentimentos humanos, uma posição no universo;
Uma insignificância diante do eterno;
Um mero ponto, entre bilhões de pontos;
Maravilha atemorizante, causa deslumbramento;
Misto de reconhecimento, humildade;
Que deveria atingir todo homem.
Raquel g Morais, 18.
Foto pessoal
Pena e nuvem, mesmo peso, mesma cor;
Chuva, ou travesseiro, o que necessita ou procura;
Consciência negra ou incolor, aceitação ou censura;
Desejo e luxuria, um vício inspirador ou amargor;
Vida vivida ou vegetada, engessada, alienada;
Energia peculiar ou generalizada;
Linha indecisa, entre erro e acerto;
Obtuso, nunca aprende;
Nem feliz, nem maldizente;
Feliz? Objetivo ou subjetivo;
Cada um tem seu conceito;
Medo de admitir, medo de não sentir;
Sentimentos humanos, uma posição no universo;
Uma insignificância diante do eterno;
Um mero ponto, entre bilhões de pontos;
Maravilha atemorizante, causa deslumbramento;
Misto de reconhecimento, humildade;
Que deveria atingir todo homem.
Raquel g Morais, 18.
Foto pessoal
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