Tributo à Ilha.
Eu queria falar sobre a ilha em que nasci
De suas bananeiras e coqueiros
De sua fauna e flora.
De suas águas, e do incrível pôr do sol.
Do silêncio humano, e da voz da natureza.
Mas eu só tenho uma vaga memória
Pois ela foi submersa pelas águas do progresso, e suas fogueiras, lâmpadas, e lampiões a querosene, foram apagados.
Para que milhões de residências alcançassem a luz, com apenas um clique.
Sua beleza, história e tradições, foram esquecidas no leito do rio, e vive apenas na memória de seus antigos moradores.
Flutuando sobre ela, de olhos fechados, eu pude imaginar, a simplicidade no auge da sua glória.
Raquel GM
Foto RGM


Lindo poema, muito profundo suas palavras.
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