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domingo, 15 de abril de 2018

ALMAS EM SINTONIA

ALMAS EM SINTONIA

Te conheci sem conhecer;
Era apenas um vislumbre...
Palavras...
Despertou-se o desejo de ir mais além;
Além da escrita, além do pensamento;
Diminuir a distância, imagens que aproximam;
Um rosto...
Expectativa aumentada;
Rosto, movimentos, expressões e voz;
Gostoso de ver e ouvir;
Parece ser desprovido de falsidades, voz que quando fala, parece um carinho;
Um olhar carinhoso e tênue;
Acolhe e deseja;
Desejo de ficar ali, naquele pequeno espaço iluminado que são seus olhos;
Mas o tempo tem urgência, e você se foi;
Promessas....voltarei...
Dúvida, insegurança...
As horas voam, e o tempo de chegar não chega;
O tempo mostra o que realmente importa;
Se importa, se exporta ou recolhe;
Espera.... você chega, devagarinho, pisando leve, inseguro;
Olho, e tenho medo que transpareça no meu olhar tudo que sinto;
Mas seu olhar me acolhe, e gosto de estar nele;
Te olhar acaricia meus olhos, tua imagem nele refletida;
Quero pedir mais, mas retenho;
Desejo de repousar em seu colo e ouvir tua respiração;
Passar as mãos em seus cabelos, e sentir o cheiro que dele exala;
Meu olhar percorre todo o seu corpo e nele repousa;
Sinto-me elevada a outra esfera;
Não quero voltar;
Quero ficar nesse mundo onde não há o impossível;
Vagueio por ele a sua procura;
Vejo-te, me aproximo lentamente;
Nossos olhos se encontram, se penetram e se perdem um no outro;
Navegamos, em nossas almas juntas em sintonia, que se enlaçam, sentindo o que flui e emana;
Um sentimento impar de descobrir, desvendar e compreender;
Descobrir-te, desvendar seus sonhos e compreender seus sentimentos;
Tudo em reciprocidade;
Duas mentes, duas almas, dois corpos e muitos sonhos;
E nessa esfera, nesse ínfimo e infinito espaço de tempo, nossos sonhos ganham formas, se desenvolvem e criam novos sonhos;
Que são tragados por nossas almas sedentas, desejando realiza-los;
E vamos seguindo, sugados por nossos olhares, que leem nossas mentes;
Em toques sem toques, dedos invisíveis nos despem e despertam emoções incontidas, que serão vividas nesse mundo surreal, atemporal, que transcendem as muralhas do real.

Raquel G Morais, 2018.

Imagem do Google



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