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quarta-feira, 9 de maio de 2018

INDIVIDUALIDADE

O que sabemos? O que podemos compreender sobre o mundo, sobre nós e as coisas que nos cercam?
Será que temos um limiar, um limite de conhecimento, o qual podemos alcançar pela nossa inteligência?
Ou só pensamos que temos? Quando na verdade só temos uma ideia da realidade.
Mas não compreender, incertezas e dúvidas, não é negativo, elas nos eleva.
Vemos o mundo através de nós mesmos, segundo nossos pensamentos, conhecimentos e experiências. Sendo assim, a realidade que vemos não é coletiva, mas singular.
O problema é que a maioria das pessoas deixaram de ter ideias próprias, e viraram um ideal da sociedade.
Sendo influenciados na maneira de pensar e agir, deixando para trás o verdadeiro eu, e seguem um padrão pré estabelecido, para que sejam aceitos pelos demais, vestindo uma roupagem que não lhes pertencem, deixando de construir seu próprio individualismo.
Individualismo, não quer dizer egoísmo, que é falta de sentido moral e solidariedade!!
Quer dizer que mesmo vivendo em sociedade, temos a capacidade de desenvolver nossa própria individualidade, nossa autonomia, nossa maturidade emocional, não precisando agradar o outro para se sentir aceito, mas ser independente do ponto de vista prático e emocional.
Pessoas maduras, independentes, que tem individualidade, se relaciona bem socialmente, mas não são dependentes destes relacionamentos.
Também gostam de ficar consigo mesmas, com seus pensamentos, seus sonhos, seus livros, etc. Isso lhes agrada.
As vezes preferindo uma vida mais solitária, são maduros o suficiente para aceitar a condição de seres únicos e sozinhos.
Mas também tem a capacidade de estabelecer relações afetivas de qualidade, sabendo escolher quem fica e quem deve sair de sua vida.
Só podemos ser fortes, justos e livres se desenvolvermos nossa própria individualidade.

Raquel G Morais, 09/05/18.

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