Nada é por acaso, tudo tem um propósito, um fim.
Não compreendemos esse propósito, e perguntamos. Porque
estou aqui?
Será que ser o que sou é suficiente? Estou fazendo o
suficiente?
Estou sendo o suficiente para mim e para os que me cercam?
Eu só existo ou eu sou?
Não basta existir, tem que estar, sentir e ser sentido.
O que estamos fazendo nesse mundo? Com o mundo?
No mundo tudo existe, mas o homem pode ser, decidir,
escolher.
Pode transformar o mundo e a si mesmo
Há diversas possibilidades de escolhas, mas precisamos
compreender que nem tudo que planejamos ou desejamos, pode ser concretizado.
A única coisa inescapável é a morte.
E sabendo da nossa finitude, não devemos viver engando a nós
mesmos, ser cheios de verdades absolutas.
Nossa temporalidade vai trazer sempre essa pergunta. Ser ou
existir?
Isso faz com que possamos colocar nossas vidas sempre em
questionamento, para não vivermos como uma coisa entre as outras coisas, apenas
suprindo necessidades.
Temos consciência, e essa sabedoria nos diferencia, pois
temos conhecimento sobre nós e o mundo.
Não somos definidos, nascemos e vamos evoluindo, nos criando
a partir de nossas escolhas.
Não permanecemos idênticos, mas estamos em constantes
mudanças.
O que fui, o que sou e o que serei.
Nós mesmos, e a sociedade, nos constroem ao longo de nossa
vida, somos condicionados e limitados em nossas escolhas pelas regras da
sociedade ou por nossa própria capacidade. Mas isso não nos dá o direito de
responsabilizar nossas escolhas a esses fatores, pois temos liberdade para
escolher.
Somos responsáveis por nossas escolhas, e pelas
consequências delas.
Mas não vamos viver nos culpando por isso, uma hora ou outra,
erraremos, não somos perfeitos, mas isso não nos isenta das responsabilidades
de nossos atos.
E assim nossa busca é constante.
O desejo de ser.........Pois nossos projetos de vida nunca
terminam, alcançamos um e surgem outros, e vamos existimos, transformando e
sendo transformados.
Existindo e sendo.
Sempre rumo ao novo, até chegar ao fim de nossos dias aqui
na terra.
Raquel G Morais, 05/05/18.
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