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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

UM ESTRANHO NO NINHO


Um Estranho no Ninho

Nascimento, amor;
Confusão de sentimentos;
Sente que há algo errado, incompreensível;
Tristeza...

forte combate interno;
Mas vive sorrindo, tentando agradar;
Que constrangimento...
Pesadelos constantes, sem discernimento;
Incertezas...

Desejo de isolação
Solidão, é um consolo, uma distração
É um estranho...
Anormal, entre os normais.

O tempo vai consumindo
A ferida aumentando
Prostração...
Esforço, peleja, desejo de aceitação.

Quer amor, o essencial
Mas é enganado
Com os olhos fechados, continua caminhando
Vai, até onde sua força leva , onde as asas alcançam.

E sobe...

E acontece um alvoroço, uma revoada
Um desvencilhamento
Um despertar de alegria
Mas desperta o ódio amaldiçoado.

O repúdio mais cruel, não velado, escancarado
Anulando o amor... 
Torna-se insignificante
Pisado, incompreendido, criticado.

Por tudo, e por todos
Quer esconder-se, livrar da dor
Mas é derrubado, por quem se ama
E nunca se regenera, cai toda vez que é tocado.

Ser diferente, é um tormento
Um drama, que brama
Pode transborda de amor, mas ninguém é receptor
Tudo derrocado...

Onde deveria pousar e fazer morada, está trancado
O vazio é negro, é infinito
Não há refúgio, não há corda de salvação
Somente a mente é o equilíbrio, é a pequena luz fixada.

Que ilumina a vida incolor, e escreve em folhas brancas
Essa é a única testemunha da dor, da inveja;
Do desamor circundado;
Que cerca esse estranho no ninho, que é sepultado em vida.

Raquel G Morais, 15/01/19

Foto Pessoal


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