Um Estranho no Ninho
Nascimento, amor;
Confusão de sentimentos;
Confusão de sentimentos;
Sente que há algo errado, incompreensível;
Tristeza...
Tristeza...
forte combate interno;
Mas vive sorrindo, tentando agradar;
Que constrangimento...
Mas vive sorrindo, tentando agradar;
Que constrangimento...
Pesadelos constantes, sem discernimento;
Incertezas...
Incertezas...
Desejo de isolação
Solidão, é um consolo, uma distração
Solidão, é um consolo, uma distração
É um estranho...
Anormal, entre os normais.
Anormal, entre os normais.
O tempo vai consumindo
A ferida aumentando
Prostração...
A ferida aumentando
Prostração...
Esforço, peleja, desejo de aceitação.
Quer amor, o essencial
Quer amor, o essencial
Mas é enganado
Com os olhos fechados, continua caminhando
Com os olhos fechados, continua caminhando
Vai, até onde sua força leva , onde as asas
alcançam.
E sobe...
E sobe...
E acontece um alvoroço, uma revoada
Um desvencilhamento
Um desvencilhamento
Um despertar de alegria
Mas desperta o ódio amaldiçoado.
Mas desperta o ódio amaldiçoado.
O repúdio mais cruel, não velado,
escancarado
Anulando o amor...
Torna-se insignificante
Torna-se insignificante
Pisado, incompreendido, criticado.
Por tudo, e por todos
Quer esconder-se, livrar da dor
Mas é derrubado, por quem se ama
E nunca se regenera, cai toda vez que é tocado.
Ser diferente, é um tormento
Um drama, que brama
Um drama, que brama
Pode transborda de amor, mas ninguém é receptor
Tudo derrocado...
Tudo derrocado...
Onde deveria pousar e fazer morada, está trancado
O vazio é negro, é infinito
Não há refúgio, não há corda de salvação
Não há refúgio, não há corda de salvação
Somente a mente é o equilíbrio, é a pequena
luz fixada.
Que ilumina a vida incolor, e escreve em
folhas brancas
Essa é a única testemunha da dor, da inveja;
Do desamor circundado;
Do desamor circundado;
Que cerca esse estranho no ninho, que é sepultado em vida.
Raquel G Morais, 15/01/19
Foto Pessoal

Nenhum comentário:
Postar um comentário