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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

CAMINHO DOS SONHOS



Caminho longo, nicho sobrecarregado de coisas que não sei ao certo o que é, só sei que está lá, tentam sair, mas são reprimidos.

Só eu consigo ver, e mesmo assim tento ignora-lo.

Tenho desejo de solta-los, mas tem uma força que impede.

Ele é insistente e nasce nos sonhos.

Lá tudo que é mais secreto é revelado, se torna verdadeiro, sem máscaras, sem inibições, sem preconceitos, sem verdades fabricadas.

Lá sou livre, solta, meus pés corre sobre a campinas, sobe montanhas e vasculha as cavernas.

La o mar é só azul, se confunde com o firmamento, não me canso de banhar nele.

Estou na terra, mas também estou no céu.

Tudo se funde, o mar, o firmamento, a terra e o céu, tudo tomam outras cores, outras formas e se embriaga com o calor do sol

Veste-se da imensidão, voa voos nunca alçados, é toda desejo é toda realização.

No seu caminho não há muros, nem portas, pois disso já foi liberta.

Agora são só sentidos, os pés tocam levemente as nuvens da imaginação.

As mãos tocam o infinito e todo seu corpo é acariciado por ele, tudo é poros, tudo é olhos, tudo é boca.

Eu olho, sinto, como e bebo tudo que ele me traz, sem remorsos, sem restrições, com fome sem limites, sem verdades, sem mentiras.

Não existem fronteiras, só a imensidão.

Subo ao céu e vejo a terra, tudo engessado, oprimido, recalcado, mas em reboliço.

A bolha pulsa prestes a explodir.

Como um vulcão ela entra em erupção, e jorra suas lavas, lavas de todas as cores, de várias texturas, sem formas definidas, quentes, volumosas e por onde ela passa, destrói, seca, aniquila.

Aniquila aquele mundo maravilhoso, colorido e cheio de coisas inimagináveis.

Depois tudo se torna frio, sem vida, nada pulsa, todo o elevo e toda a felicidade se torna nada.
Raquel G Morais, 11/01/2018.

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