Teoria das ideias
Platão, discípulo de Sócrates, que viveu no ano (428-348
a.C.), escreveu sobre, metafísica,
retórica, ética, estética, lógica, política, dialética e da dualidade (corpo e
alma). Vamos falar sobre duas de suas ideias que acho muito interessante.
Teoria das ideias e da dualidade, entre corpo e alma.
O que é a teoria das ideias?
Para Platão existem dois mundos, o mundo sensível (matéria)
que é percebido pelos cinco sentidos. E o mundo das ideias (inteligível) que se
entende com facilidade, que seria o mundo ideal, que se aproxima da ideia de
perfeição de algo.
Segundo ele a verdade suprema e absoluta além da felicidade,
somente é possível encontrar a partir do mundo das ideias.
O que percebemos no mundo sensível ou material é enganoso,
ilusório e instável, enquanto no mundo das ideais atinge-se a felicidade pelo
encontro do conhecimento supremo da realidade, o que correspondente à ideia de
bem.
Platão mostrou-nos que todos nós estamos sempre em contato
com duas realidades: uma inteligível e outra sensível. A primeira é permanente,
universal, nunca se modifica, é o mundo das ideias. A segunda é o mundo que
percebemos por nossos sentidos, mutável e contingente, o mundo sensível.
Resumindo, através do conhecimento é possível transcender,
ou seja, ultrapassar, ir além, do mundo as ideias ao mundo material, e assim
contemplar as ideias perfeitas, alcançando dessa forma a felicidade.
Vamos explicar um pouco sobre isso.
Segundo Platão o mundo sensível é aquele onde se encontra a
maioria das pessoas, aprisionadas num mundo onde ela é manipulada por outros.
Tudo que ela faz suas ações e sua maneira de pensar foi colocada em sua cabeça
pelo sistema, pelas regras da sociedade onde ela está inserida. Onde tudo é
mutável.
No mundo das ideias é onde ela se liberta, consegue ver o
mundo iluminado, segundo sua própria visão, seu próprio olhar, Começa a pensar
por si só.
Então a liberdade é conquistada, mas temos que ficar alerta,
pois toda liberdade é um desafio, cheios de obstáculos e armadilhas e novos
horizontes.
Teoria das Almas
Na
filosofia de Platão encontramos a dualidade entre a alma e o corpo. Segundo
ele, o ser humano era imortal e essencialmente alma, donde ela pertencia ao
mundo inteligível (apreendido pelo intelecto) e não o mundo sensível
(apreendido sobre os sentidos).
De acordo
com o filósofo, a alma estava dividida em três partes e, ao harmonizar essas
três partes era possível encontrar a felicidade, o bem:
- Alma Concupiscente: localizada no ventre, a alma concupiscente estava relacionada com os desejos carnais.
- Alma Irascível: localizada no peito, a alma irascível estava relacionada às paixões.
- Alma Racional: localizada na cabeça, a alma racional estava relacionada ao conhecimento.
No Mito do Cocheiro, no diálogo “Fedro”, Platão compara a
alma a uma carruagem puxada por dois cavalos, um branco (irascível) e um negro
(concupiscível). O corpo humano é a carruagem, e o cocheiro (Razão) conduz
através das rédeas (pensamentos) os cavalos (sentimentos). Cabe ao homem
através de seus pensamentos saber conduzir seus sentimentos, pois somente assim
ele poderá se guiar no caminho do bem e da verdade.
Então segundo Platão não se pode ser felizes quando somos
dominados pela concupiscência e pela cólera, isso porque as paixões sempre nos
conduzem por caminhos perigosos e contraditórios e fazem com que os desejos e
impulsos violentos de nosso corpo tirem nosso bom senso. Já dizia
Sócrates que todo vicio é ignorância. Não há nada mais deprimente do que uma
pessoa que age por impulsos e é dominada pelas paixões. Ter autocontrole é
essencial para sermos felizes. A felicidade só pode ser alcançada se formos
capazes de dominar nossos sentimentos pela razão. A moderação é uma virtude, e
ela se realiza quando somos capazes de controlar a nossa concupiscência. O
indivíduo moderado é aquele que não cede as suas paixões, impulsos e prazeres.
Da mesma forma, o indivíduo não se lançara a luta e a agressão
indiscriminadamente, uma vez que a razão deve saber discernir o que é bom e mal
para nossa vida, sabendo dominar a nossa alma irascível. Dessa forma, seremos
felizes se através da razão soubermos controlar nossa vida, pois a virtude
natural da razão é o conhecimento.
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