Quero ir, mas ficar é mais fácil;
Quero chorar, mas sorrir é ser mais agradável;
Quero gritar, mas é incômodo;
O grito interno ecoa e ensurdece;
O grito interno ecoa e ensurdece;
Meu coração está rasgado, mas minhas vestes estão perfeitas;
Sangro por dentro, mas por fora minha pele está
translúcida;
Quero correr sem destino, mas ter um porto seguro é mais
cômodo;
Há muros por todos os lados;
As portas são vigiadas;
Como sair desse lugar onde nasci e cresci, mas que hoje me aprisiona?
Fazem-me comer e beber de coisas que não me agradam;
Já não consigo digerir;
Estou enferma, contaminada;
A felicidade substituída pela passividade emocional;
Que lentamente enterra a alma;
Na cova da depressão, passional e irracional;
A felicidade substituída pela passividade emocional;
Que lentamente enterra a alma;
Na cova da depressão, passional e irracional;
Preciso me curar dessa dependência, deste estado de inércia;
Preciso fazer nascer em mim um espírito novo, uma mente independente;
Preciso de novas forças, que resarcía;
Preciso de novas forças, que resarcía;
Preciso comer reflexão e saborear do saber;
Beber conhecimento e sentir a lucidez;
Prisão morna, corações frios;
Libertar-me ei, das correntes, que só meus olhos veem;
Beber conhecimento e sentir a lucidez;
Prisão morna, corações frios;
Libertar-me ei, das correntes, que só meus olhos veem;
Só assim serei livre, vivendo em completude.
Raquel G Morais, 09/03/18.
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