ARMAGEDON
Indizível,
incalculável;
Caixas de vespas,
veneno alado;
Pratos quebrados,
comidas estragadas;
Casas abandonadas,
morcegos fazem morada;
Pessoas amareladas,
pelo sangue sugado;
Montanhas e vales,
vistas por visões igualadas;
Mares e rios, no
mesmo nível;
Ouro, pepita e
prata, no mesmo valor;
Nada se vende, nada
se compra;
Não vive, sobrevive;
Suores dos homens,
jorrando na terra;
Sacrifício sem
recompensa;
Tudo seco, deserto;
Conta os dias e as
horas;
Esperando que mude a
história;
Sofrimento proliferando,
ninguém se espanta;
A morte está em todo
lugar;
Como um espectro
agourento;
Se não mudar a
tempo, todos sucumbirão;
É a cobrança, o
julgamento está chegando;
Para os bons e os
maus;
Misericórdia!!!
E agora?
Julgue a si mesmo,
qual seria o veredicto?
Agora tu serás
julgado;
Absolvido ou
condenado;
Pelo que podia
fazer, e nunca fez;
E pelo que não podia
fazer, e tudo fez;
E o armagedon;
Para alguns será a
destruição;
Para outros, será o
alívio, pelas injustiças, males e ingratidão, a eles incumbidos;
Os homens
enlouquecerão;
Mas haverá uma
esperança? Terá homens de índole, bons e apercebidos?
Ou novamente, tudo
será corrompido e destruído.
Raquel G Morais, 20/10/18.
Foto Pessoal.

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