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sábado, 20 de outubro de 2018

ARMAGEDON


ARMAGEDON

Indizível, incalculável;
Caixas de vespas, veneno alado;
Pratos quebrados, comidas estragadas;
Casas abandonadas, morcegos fazem morada;
Pessoas amareladas, pelo sangue sugado;
Montanhas e vales, vistas por visões igualadas;
Mares e rios, no mesmo nível;
Ouro, pepita e prata, no mesmo valor;
Nada se vende, nada se compra;
Não vive, sobrevive;
Suores dos homens, jorrando na terra;
Sacrifício sem recompensa;
Tudo seco, deserto;
Conta os dias e as horas;
Esperando que mude a história;
Sofrimento proliferando, ninguém se espanta;
A morte está em todo lugar;
Como um espectro agourento;
Se não mudar a tempo, todos sucumbirão;
É a cobrança, o julgamento está chegando;
Para os bons e os maus;
Misericórdia!!!
E agora?
Julgue a si mesmo, qual seria o veredicto?
Agora tu serás julgado;
Absolvido ou condenado;
Pelo que podia fazer, e nunca fez;
E pelo que não podia fazer, e tudo fez;
E o armagedon;
Para alguns será a destruição;
Para outros, será o alívio, pelas injustiças, males e ingratidão, a eles incumbidos;
Os homens enlouquecerão;
Mas haverá uma esperança? Terá homens de índole, bons e apercebidos?
Ou novamente, tudo será corrompido e destruído.

Raquel G Morais, 20/10/18.

Foto Pessoal.

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