Translate

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

UM ÚNICO REFÚGIO

Um único refúgio

Sufocado, esmagado
Desistir e fugir?
O mar é de aflição
Remando contra tudo
Mas esse mar sempre muda seu curso
Não há como prever a sua inclinação
É uma força indomável
Pouco tempo aguentará, se o mar não se acalmar
O barco vai deixando vestígios, de sua lenta destruição
Os céus se abrem furioso
Derrama sua água e seu fogo
É a fúria dos deuses, a fúria da natureza
A fúria do engano, do que não foi falado
A fúria do corpo, contra todos os seus pecados
Jogo mortal, não é condescende
É olho por olho, e dente por dente
Não há outra chance
O jogo é de única tacada
Nesse mundo superlotado
É um grande gigante que se inclina, sobre a vítima
Seus olhos são como fogo, e sua boca abre para o inferno
Sua lança desfere um golpe, que atinge o coração
Mas não abre, não sangra
A dor é sentida, mas não vista, maldito hodierno
Continua pulsando, valente, em superação
As grandes pedras cheias de musgos, são o seu refúgio
É aquecido, mas a dor permanece
Os céus, a natureza, o mundo
Não mais o persegue
Mas não crê, e não se adapta a nenhum lugar
Que não seja dentro de si.

Raquel G Morais, 29/10/18.

Nenhum comentário:

Postar um comentário