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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

SOTERRANDO O PASSADO

Soterrando o passado


Eu vou andando, vou pulando, vou dançando
A vida não me prende, pois a mente está aberta
Construí um castelo, com tudo que ela me ofereceu
Mas não vou nele morar, ser minha própria prisioneira
Ele é apenas uma lembrança, dos caminhos que andei
Onde fui feliz, onde me odiei ou errei
Onde fui coerente, onde fui um fariseu
Onde fui orgulhosa, humilde, ou omissa
Onde não quis enxergar a verdade, porque feria
O tempo que passei trancada em mim
Acreditando em paradigmas 
Rotulada e enquadrada num padrão
A mente me enganava, via o que não existia
As pessoas, e o som das vozes, era como um alarido perturbador
Fazia meu silêncio ser aviltado e perturbado
Olhando para esse castelo, vejo tudo isso
Muitas lembranças.....
Efeitos e alertas emocionais
Agora os olhos internos e externos 
Não só enxergam, mas veem 
Para que não pise em caminhos que um dia, quase me desfez
Por isso vou pular e dançar em cima desse castelo, como um rebelde sem causa
Para que desmorone
E eu possa enterra-lo no mais profundo da terra.

Raquel G Morais, 14/10/18.

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