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domingo, 4 de novembro de 2018

PALAVRAS DIVINAS E LIBERTINAS


Palavras Divinas e libertinas

Palavras como pêndulo... na mente...nos dedos;
Assim, andei em caminhos indevidos;
Folheei livros proibidos;
Coloquei minha mão no maldito;
Voei por onde não devia;
Falei de mais, falei de menos;
Escolhi um lugar que não me cabia;
Era aparência era essência, incongruentes;
Essência com essência, mas havia diferença;
Um sol poente, outro sol nascente;
Onde entrei....Eu sei que errei;
Um pé na terra, outro no abismo, fiquei oscilando;
Era carência, ilusão, um engodo da mente;
Eu levei e fui levada;
Me enganei e fui enganada;
As palavras...Ha! palavras...
Fazem nascer, fazem crescer;
Machuca e sana;
Encanta;
A imaginação dança, numa pista sinuosa;
Deslancha...Sem limites, sem direção;
O medo sempre presente;
Sinaliza descontrole;
Soa uma voz distante, estranha;
Palavras e sons dissonantes;
Desencanta;
Imagem linda perde a cor, o teor;
Quadro pintado em tela fina;
O olhar bate, e cai no vazio;
Palavras mal entendidas, perde o sentido;
Usadas por um vilão assassino;
Torce, distorce, profana e quebra;
Destrói, dizima;
Palavras...Uma luz, uma sombra, dia e escuridão;
Um labirinto de armadilhas;
Doces, amargas, benditas e malditas;
Está em todos os lugares, no começo e fim;
Agulha penetrante, insere mel e fel;
Uma cura divina, ou um demônio libertino.

Raquel G Morais, 04/11/18.

Foto Pessoal.


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