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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

EFÊMERA, FINITA e SUBSTANCIAL

Mundo, mente... repleto de passado, presente e sonhos futuro
Todos querem ocupar o castelo e reinar
Há um jogo de forças prematuras
O Antagonismo corre nas veias de um extremo ao outro
O vento balança a árvore
E arranca as folhas secas
Um raio vem do céu, parte a árvore ao meio
O vento agiganta as ondas do mar
Destruindo por onde passa, em devaneio
Poucas coisas resistem a fúria da tempestade, por não ter esteio
Imagens delapidadas pelo tempo
Mas ainda conserva, sua forma original e densa
O velho e o novo se misturam
Mostrando uma estranha visão
Quase não compreendida, na sua captura 
Do que foi, é, e será, sem previsão
Um processo ininterrupto
O futuro é um ponto que nunca se alcança, será sempre uma busca
Há flores novas no jardim, e também arbustos 
Que tomam lugar das velhas flores sem cor, e esperança
Porque tantos mistérios, caminhos e paisagens?
Porque ao mesmo tempo há sol, sombras e escuridão?
Caminhos para serem escolhidos, percorridos com coragem 
Mistérios desvendados
Paisagens é o que nossos olhos conseguem ver
Os sentimentos mudam a cada espaço de tempo, a nos ofertar
Brilhantes, sombreados ou enegrecidos
O presente engole o passado, para se prover
O futuro engole o presente, a cada momento passado
E nós engolimos a todos, que nos é concedido
De forma única e especial
Tirando de cada um, o alimento sustentável
Para a nossa existência, que é crucial
Permanecendo sempre na nossa essência
Efêmera, finita e substancial.

Raquel G Morais, 20/09/18.


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