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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

MISTÉRIO, QUE NINGUÉM DESVENDARÁ

Mistério Que Ninguém Desvendará

Tantas coisas na mente, não consigo separa-las;
Tantos sentimentos, não consigo devisa-los;
Tanta dor, que não vejo fim;
Tanto amor... retido... em um cofre guardado;
Tanta gente querida, sendo esquecida;
Tantos horizontes, que meus olhos contemplam, como carmesim;
Desejo ir ao encontro, meus pés se movimentam, mas não saem do lugar;
O pensamento senta no céu, nas estrelas, e se perdem nas nuvens, onde desejava se refugiar;
Cai tempestade que castiga meu corpo;
Ouço o som do vento, que me envolve e se vai;
Como o barulho de muitas águas, o mar se anuncia, como um choro;
E se lança sobre as rochas, que guardam muitos segredos;
O mundo se lança em mim, impregno dele, dos seus mistérios, dos meus códigos secretos;
Códigos, que acessa não o que fiz, mas o que nunca fiz;
A tempestade passa, o sol brilha, as gaivotas voam ao longe,
como longe estou de tudo;
Vivo no mundo, e não sou do mundo;
Sei do mundo, não sei do mundo, e ignoro o mundo;
Observo...não compreendo;
Quando acho que sei de algo, esse algo não é mais o que sei;
E volto ao começo;
Por mais que eu viva, que sinta, que ame, que sofra, que busque conhecer;
Tudo permanece em profundo segredo;
Eu, a vida, os sentimentos, o mundo e tudo que nele há;
Será sempre um mistério, que ninguém o desvendará.

Raquel G Morais, 12/09/18.

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