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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Viver, ou Matar os Sonhos?


Viver, ou Matar os Sonhos?

Dois caminhos, duas histórias;
Anseio pelos dois;
Mas chega a bifurcação;
Que caminho seguir?
Sem rumo, sem destino;
Que farei?
Devo matar os sonhos, os anseios, apagar histórias?
Os olhos já não choram, as feridas já não sangram, mas como dói;
Cicatrizes escondidas, internas, mas queimam como fogo;
Gritos que ninguém ouvem, que se perde em meio a tudo, e no meio do nada;
Por dentro, tudo queima, incendeia;
Por fora, tudo estático;
Mas o que importa é o que vai na alma;
Devo abrir os olhos, fechar o coração?
Os olhos já não veem, mas o coração ainda sente;
Sente e quer;
Quer comer, quer beber, se embriagar, sugar;
Quer tudo o que lhe é negado;
Quer sorrir, quer chorar, quer gemer;
Gemer de prazer, gritar;
Para que seu grito,ecoe pelo mundo;
Anunciando que não está perdida, que se achou;
A neblina se dissipou, o caminho está visível;
A escuridão se foi, o sol brilha;
Brilha por dentro, e reflete por fora;
Não dá para esconder o reflexo;
Esconder a glória, o esplendor;
A história se reescreve, e o nada se torna tudo;
Veste-se de sonhos, e embriaga-se nessa nova luz;
Até tudo explodir em um milhão de cores.

Raquel G Morais, 04/02/2018.

Imagem do Google.



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