Viver, ou Matar os Sonhos?
Dois caminhos, duas histórias;
Anseio pelos dois;
Mas chega a bifurcação;
Que caminho seguir?
Sem rumo, sem destino;
Que farei?
Devo matar os sonhos, os anseios, apagar histórias?
Devo matar os sonhos, os anseios, apagar histórias?
Os olhos já não choram, as feridas já não sangram, mas como dói;
Cicatrizes escondidas, internas, mas queimam como fogo;
Cicatrizes escondidas, internas, mas queimam como fogo;
Gritos que ninguém ouvem, que se perde em meio a tudo, e no meio do nada;
Por dentro, tudo queima, incendeia;
Por fora, tudo estático;
Mas o que importa é o que vai na alma;
Devo abrir os olhos, fechar o coração?
Os olhos já não veem, mas o coração ainda sente;
Sente e quer;
Quer comer, quer beber, se embriagar, sugar;
Quer tudo o que lhe é negado;
Quer sorrir, quer chorar, quer gemer;
Gemer de prazer, gritar;
Para que seu grito,ecoe pelo mundo;
Para que seu grito,ecoe pelo mundo;
Anunciando que não está perdida, que se achou;
A neblina se dissipou, o caminho está visível;
A escuridão se foi, o sol brilha;
Brilha por dentro, e reflete por fora;
Não dá para esconder o reflexo;
Esconder a glória, o esplendor;
A história se reescreve, e o nada se torna tudo;
Veste-se de sonhos, e embriaga-se nessa nova luz;
Até tudo explodir em um milhão de cores.
Veste-se de sonhos, e embriaga-se nessa nova luz;
Até tudo explodir em um milhão de cores.

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