Poeta porque te calastes?
Onde colocastes tuas palavras?
Foram jogadas ao vento, ou ao acaso?
Tu que conheces de alma, exaltastes mais a existência do que a essência;
Solte sua alma, deixe que ela voe e encontre caminhos inexplorados;
Que encontre outras almas, almas que precisem de poesia e encantamento;
Do subjetivo mais do que o objetivo;
Do sujeito, mais do que do objeto;
Almas que sonham, que almejam, que anelam;
Anelam em encontrar palavras, de outra alma compreensiva, poética, que de suas palavras destilem mel, para adoçar o amargor em que se encontram;
Tu te calaste poeta, a vida também se calou;
Todas as palavras se calaram;
Versos, rimas e contos, se acabaram;
Se foi a alegria, o riso e a vida;
Tudo silenciado;
As ideias, as ilusões e sonhos, onde tu colocaste?
A natureza se calou por ti poeta;
Todo o encanto se foi;
Te tornaste uma alma sem voz;
Pois as palavras que guardastes dentro de si, são fortes, tornando-se seu algoz;
E tu sofres;
Por isso...não se cales poeta.
Raquel G Morais, 03/2018.
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