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sábado, 10 de fevereiro de 2018

VERDADES CONTESTADAS


Não há verdades e nem mentiras
Nem o belo nem o feio
Nem o mal, nem o bem.
Pois isso depende do contexto que estão inseridas.
Da cultura, costumes e também, do meio social e dá época.
Tudo é um conceito, e todo conceito pode ser contestado.
Todas essas coisas são construções sociais, são mutáveis. Através do desenvolvimento das civilizações e das transformações sociais.
O que é verdade hoje, daqui a alguns anos, podem não ser mais, pois foi provado ao contrário. Como por exemplo: Até o início do século 17, acreditava-se que a Terra ficava imóvel no centro do Universo e que o Sol, os planetas e as estrelas giravam ao seu redor.
 Na Antiguidade, as mulheres eram retratadas com e seios fartos e quadril largo, que eram o símbolo da fertilidade. 
A moda das cheinhas só perdeu força quando um imperativo econômico se fez presente: a escassez de alimentos na Europa. Regimes, cirurgias plásticas e ginásticas passaram a modelar o corpo feminino de forma quase obrigatória. As gordinhas, antes admiradas, tornaram-se a representação do fracasso pessoal.
Hoje as mulheres exibe um corpo que é o seu próprio veículo para afirmar suas ideias, um culto ao hedonismo e à afirmação feminina, uma ideia de que o corpo conduz ao prazer, e consequentemente, ao poder.
 Você acha certo matar crianças recém-nascidas por causa de alguma deficiência física?
Pois saiba que isso acontece no Brasil e não é crime. A Constituição, nossa lei maior, assegura a grupos indígenas o direito à prática do infanticídio, o assassinato de bebês que nascem com algum problema grave de saúde.
Para os índios, isso é um gesto de amor, uma forma de proteger o recém-nascido e não uma maldade.
Você certamente já ouviu falar em homens que se casam com várias mulheres ao mesmo tempo. É a poligamia, proibida por lei em muitos países do mundo. Mas e o contrário disso? Imagine que uma mulher pudesse se casar com vários homens ao mesmo tempo? Pois esse costume existe. Chama-se poliandria.
Isso acontece no norte da Índia. O costume tem base econômica e funciona assim: o irmão mais velho de uma família escolhe sua futura esposa e, se ela gostar dele, o casamento é realizado.  Nesse dia apenas o irmão mais velho e sua nova mulher dormem juntos. Mas no dia seguinte à noite de núpcias, o noivo leva para a casa todos os irmãos mais novos e eles passam a dividir a mesma mulher.

Se forem muitos irmãos e a esposa achar que não vai dar conta de administrar todos eles, ela chama uma de suas irmãs mais novas para fazer parte da família também. Assim, as famílias não dividem suas terras entre os vários filhos e a estabilidade econômica da vila fica assegurada.
Em algumas sociedades africanas há a prática da excisão, ou seja, a remoção do clitóris feminino.
Há sociedades que acreditam que um homem poderá morrer se o seu pénis tocar no clitóris de uma mulher. Não faltam também os que acreditam que um bebê morrerá se, ao nascer, a sua cabeça tocar no clitóris ou que o leite materno acaba por ficar envenenado. Ou ainda que as mulheres não excisadas possam nem sequer conceber filhos mais tarde. Existe igualmente a crença de que a excisão ajuda a prevenir o cancro da vagina e as doenças nervosas. Ou ainda razões de cariz estético: o rosto da mulher que passou pela excisão torna-se mais belo.
Diante desses exemplos, podemos observar que:
Verdades e mentiras
Maldade e bondade
Beleza e feiura são construções humanas e não deve-se fazer juízo sobre esses  paradigmas .
Raquel G Morais, 10/02/2018.

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