A gente se desmancha em pensamentos, se desdobra, reflete, conjectura, sobre o mundo, sobre o ser, a
natureza, política, o passado, o futuro, as pessoas ao ser redor, sua vida, suas interações.
Pensa...pensa....a mente vira um redemoinho, e muitos desses
pensamentos são só frutos da nossa imaginação.
O mundo vai continuar girando, você pensando ou não.
Se com o excesso de pensamentos você conseguisse mudar
alguma coisa no mundo, ou na sua vida, estaria sendo válido.
Mas se está só te trazendo tristezas, angustias, dores, você
precisa repensar sobre a quantidade e a qualidade desses pensamentos, se eles
merecem mesmo a sua preocupação.
Para a nossa cultura, herdeira da filosofia grega e da
ciência, parar de pensar pode ser um contrassenso evolutivo. Se lutamos tanto
tempo para sermos mais racionais, para desenvolvermos o pensamento, para termos
a capacidade de analisar e abstrair, qual é a vantagem de parar de pensar?
Não devemos parar de pensar, devemos é reciclar esses
pensamentos, focá-los no que é essencial, em coisas que te trarão benefícios
tanto intelectuais, como pessoais.
Segundo pesquisas, os neurocientistas descobriram que
pensamos cerca de 60.000 vezes por dia.
Acontece que os pensamentos em geral não são pensamentos
filosóficos, científicos ou conceituais. Quer dizer, a maior parte dos
pensamentos, tirando os pensamentos que são úteis e práticos para o dia-a-dia,
são pensamentos que, se forem retirados, não farão nenhuma diferença.
Pensar demais sobre as nossas preocupações, problemas, coisas
que vão se resolver, mais cedo ou mais tarde, mas mesmo assim não deixamos de
pensar sobre eles.
Isso gera ansiedade. Ansiedade é uma forma de pensamento que
se volta para o futuro, para o que deve acontecer (como desejo) e para o que
não deve acontecer (como medo ou receio). Nesse sentido, a ansiedade é uma
negação do momento presente, a vontade que o futuro bom chegue logo e a
angústia de que o futuro negativo possa chegar. Assim como nas preocupações, a
ansiedade gera uma torrente de pensamentos que obscurecem a atenção e a
vivência do aqui e do agora.
Assim, se existem tantos e tantos pensamentos sem sentido, disfuncionais,
negativos, não faz todo o sentido do mundo não tê-los?
Porém, aqui vem a pergunta: mas como fazer para pensar menos
em problemas? Como fazer para diminuir o fluxo mental negativo e ficar mais em
silêncio?
Se tivermos 15 minutos, por exemplo, para almoçar, podemos
utilizar estes preciosos minutos para estar presente, para sentir os gostos e
cheiros, para apreciar o momento e silenciar também o fluxo mental. Menos
pensamentos, mais detalhes das sensações.
Aproveite os momentos da prática esportiva para estar ali,
para esquecer o que te preocupa, o que te traz ansiedade. Trazendo a mente para
o presente, você conseguirá diminuir o número excessivo e desnecessário de
pensamentos.
Não há dúvida que pensamos demais. Já que os pensamentos que
são pensados não são geralmente interessantes do ponto de vista teórico (ou
seja, não são pensamentos filosóficos, científicos, teológicos) nem práticos
(pensamentos úteis para o dia-a-dia) faz todo o sentido diminuir este fluxo
incessante de pensamentos desinteressantes, inúteis ou até prejudiciais para
estar mais presente no presente.
Raquel G Morais.
“Apreciar o silêncio de forma que quando for preciso se
possa utilizar ao seu favor e também para poder fugir. Não pensar em nada traz
ordem dentro de um turbilhão de pensamentos, precisamos as vezes de quebrar o
silêncio para que conseguimos escapar dessa tempestade.
As vezes o que precisamos escutar de fato não está dentro de sábias palavras de um filósofo, mas sim contido dentro do silêncio.
As vezes o que precisamos escutar de fato não está dentro de sábias palavras de um filósofo, mas sim contido dentro do silêncio.
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