Solidão, falsidade
Nada conheço e de ninguém sou conhecido
Estou no mundo, mas o mundo não está em mim
Estou só, com os meus pensamentos
Vejo o mundo com lentes da incredulidade
Tudo falso, tudo faz de conta
Faz de conta que conhece, que ama, que acredita, que é bom, que é justo
Faz de conta que tudo é sempre bonito
Faz de conta que somos felizes
Faz de conta que nossas escolhas foram sempre acertadas
Assumir os erros e fracassos dói
Não há nada em se enganar
O pior é viver se enganando
E continuar no mesmo caminho
Chora na encruzilhada
Chora no labirinto da vida
Não quer ir e nem voltar
Está perdido
Se livre do faz de conta
Lave sua cara
Se assuma
Pois essa condição humana é degradante
Quando vai começar a decomposição desse morto que fede, mas continua indissolúvel?
Raquel G Morais, 11/02/2018.
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