Forjada e fundida como queriam;
Permissão? Nenhuma;
Tinha a forma que criaram, e representava;
Decepcioná-los...Não podia;
Decepcioná-los...Não podia;
Era a pedra preciosa, o espelho para muitos;
A realização de sonhos alheios, a esperança perdida;
A água feita vinho, a cura de muitas dores;
O mel depois do fel, a vida depois da morte;
O mel depois do fel, a vida depois da morte;
Preenchia corações vazios, a voz e a presença abraçava almas aflitas;
Só não alcançava a si mesma, não conhecia sua identidade, coabitava com uma estranha;
Mas o amor era puro, e desconhecia a maldade humana;
Mas o amor era puro, e desconhecia a maldade humana;
Quando veio os golpes, acordou para outra realidade;
Cruel, fria e insensível;
Cruel, fria e insensível;
O mal disfarçado de bem, a inveja de altruísmo;
Aversão de amor, indiferença de compaixão, repúdio de empatia;
Ser humano, um bicho estranho, por fora uma bela visão;
Por dentro, escuro, podre, um caos, (com exceções);
Sempre buscando algo que não sabe o que é... Nem sabe o que ele é.
Ela, por ai vagando, a mercê das circunstâncias;
Vivendo e aprendendo que nem tudo é o que aparenta;
Em cada decepção, uma lição;
O refúgio era a estranha, passou a conhece-la;
A viver com ela, um ser dentro de si, tanta coisa desconhecida;
A viver com ela, um ser dentro de si, tanta coisa desconhecida;
Foi se descobrindo, se armando;
Se escondendo, se amando;
Cada dia um refúgio mais distante;
Cada dia um refúgio mais distante;
A solidão foi o remédio, a costura da sua alma;
A porta para a liberdade;
Não se firmava mais nos homens, mas em si mesma;
Não esperava receber, tinha o que bastava;
Não era mais estranha para si;
Agora era estranha para os outros;
Não precisava mais ser a personificação da perfeição;
Ela era humana, imperfeita;
Acreditava e duvidava;
Tinha medos e inseguranças;
Lucidez e loucuras;
Amor sem cegueira;
Segurança e insegurança;
Desse caos, da aceitação da imperfeição se reconhecia,
se equilibrava;
E por dentro, o sereno, o pacífico, o plácido
Nascia e renascia;
A perfeita imperfeição.
Raquel G Morais, 19/07/18.
Imagem do Google
Imagem do Google

Nenhum comentário:
Postar um comentário