Lutando, Chorando e Colhendo
Lutei várias batalhas, se ganhei ou perdi, não sei;
Sei que lutei, cansei, até desanimei, mas nunca desisti;
Não importa se ganhei ou perdi, mas quantos inimigos abati;
De cada batalha sai mais forte, mesmo ferida, sangrando, mas comemorando;
As feridas saram, e suas marcas professam, o quanto eu resisti;
A cada batalha, uma mudança, uma nova visão do cenário;
As lutas vão e vem, só mudam a roupagem, a forma que se apresenta, temos que ser visionários;
Podem ser internas ou externas;
Com o mundo ou com nós mesmo;
Cair, se levantar, estar sempre pronto para lutar;
Não ser mortos vivos, sem saber que rumo seguir, ficar a esmo;
Deixar a luz interna se apagar;
Sem esperança, sem sonhos;
viver como autômatos, fazendo o que é esperado, e assim, comungar;
A existência se torna um fardo a ser carregado;
Lutas nunca faltarão na guerra da vida;
Mas há momentos de calmaria, onde renovamos nossas forças, para continuar na batalha;
De luta em luta, as vezes lutando e chorando, mas carregando a semente, que vão sendo semeadas e regadas com lágrimas;
Então, mesmo no campo de batalha, colhemos flores e frutos;
Essa é a recompensa, por nunca desistir, e sempre recomeçar.
Raquel G Morais, 01/07/18.
Imagem do Google.

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