Na madrugada, no silêncio da noite, as paredes frias me envolvem;
Encontro com meus pensamentos;
Confusos, complexos, dúbios;
A mente da voltas e voltas, tentando
encontrar um ponto de equilíbrio;
A fonte não pode ser eliminada;
Vou, volto, circulo e paro;
Paro para ouvir o que o silêncio tem
a dizer;
Mas há muitas vozes;
Ouço, olho para todas, para tudo;
A sensação é de nada ver, nada ouvir;
Há uma batalha invisível;
Mistérios insondáveis;
Pensamentos, anseios, conflitos,
preocupações, curiosidades e intensões;
Tudo dentro desse pequeno e infinito
espaço;
Quem vencerá?
Aquele que eu der maior espaço na
mente;
Isso pode ser derrota ou vitória;
Aquele que controlar, influenciará
todo meu ser;
Raciocinar, refletir, criar,
canalizar;
Eu e minha mente, a batalha é comigo,
insondável aos demais;
Poder, força ou ruína;
Preciso vencer essa batalha;
Conquistar a fortaleza;
E mudar o pensar e o atuar;
Eliminar o sofismo;
Padrões de conceitos e valores;
Argumentar com a mente, criar uma
linha de raciocínio que reinará sobre os demais;
O silêncio falará mais alto que todas as vozes;
Me aquietarei e ouvirei;
Não fugirei, mas abraçarei minhas
pequenas cruzes de todos os dias;
Não darei grandes passos;
Mas a mente dará asas aos meus sonhos;
E deles virá a esperança;
Da esperança a confiança;
Saberei onde ir, o caminho a seguir;
E nada exterior, destruirá a
fortaleza interior;
Não posso impedir que as batalhas aconteçam;
Mas posso me fortalecer, para que o
mundo exterior, não abale a minha paz interior.

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