Nada sei, não sei do mundo, nem das coisas, nem de mim, muito menos das pessoas;
Tudo que acho que sei, pode ser uma ilusão que eu mesmo criei;
Até do nada, eu nada sei;
O nada pode ser uma resposta para aquilo que acho que sei;
O nada pode ser uma resposta para aquilo que acho que sei;
A inteligência, o saber, pode não significar nada, diante da enormidade e diversidade que há no mundo e nas pessoas;
Entre 7,6 bilhões de pessoas, eu não posso dizer que conheço uma, nem eu mesmo, pois a mutação é constante;
Podemos ser manhã, tarde e noite em poucas horas, e em horários inversos;
As vezes a noite podemos brilhar, ou se fundir com a escuridão;
Durante o dia o sol nos ofusca, e não passamos de uma sombra, e a noite está dentro de nós;
Ou o sol pode ser tão forte que nos desintegra em mil partes, e cada pequena parte é um eu, só que em diferentes estágios de ser;
Existe o ser da matéria, da carne, que está sujeito a tudo que é terrestre, a todos os instintos, sentimentos, bons ou ruins;
Existe a alma, que sempre quer ser pura, mas as prevaricações da carne, corrompem também a alma;
E está não consegue conviver, ou caber na pureza de algumas almas, então procura seus iguais, e se sente aceita e não uma estrangeira em terra estranha;
E está não consegue conviver, ou caber na pureza de algumas almas, então procura seus iguais, e se sente aceita e não uma estrangeira em terra estranha;
Sendo assim, como saber, como compreender?
Tanta fluidez , algo que vive passando do estado liquido para o gasoso, e destes para o sólido;
Então é inútil tentar compreender, temos que aceitar, cada ser, cada mundo, cada carne e alma, como eles se apresenta no momento, e não se surpreender com as mudanças;
Todos estamos passíveis as mesmas coisas, algumas pessoas nos olham e diz, quanta intermitência, e não conseguem compreender nossos estágios;
O caminho é aceitar, aceitar que nada é permanente;
Se alegrar nos iguais e aprender com os diferentes;
Para cada acerto, dez erros, e aprendemos mais nos erros que nos acertos;
A impermanência é constante, tropeçamos em pedras que nós mesmos colocamos no caminho;
Ficamos sedentos no deserto que criamos, perdidos na nossa escuridão;
Caímos em buracos que cavamos, ou em abismos que se abre pela vibração do nosso mundo;
Ficamos sedentos no deserto que criamos, perdidos na nossa escuridão;
Caímos em buracos que cavamos, ou em abismos que se abre pela vibração do nosso mundo;
Se em cada ciclo desse sairmos vivos, temos que dar um grito de êxtase, pois apesar de tudo saímos vivos, transformados, renovados, esperando as novas mudanças que virão, pois o ser de hoje, não será o de amanhã;
Quando pensamos que compreendemos alguma coisa, tudo muda;
Nessa inconstância, nessa fluidez, nesses extremos, nesse tudo e nesse nada, é a vida, vida que não conhece idade, é apenas vida em qualquer espaço de tempo;
A vida dentro de uma terra, sobre outra terra, hoje pode estar por cima, amanhã debaixo dela;
Vamos viver a sua grandiosidade em todos os seus estágios, pois não sabemos o dia em que ela desocupará esse receptáculo, e voltará para casa.
Raquel G Morais, 16/07/18.
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