Te quero, mas renunciarei;
Te desejo, mas resignarei;
Contradições, complicações;
Seu pensar não é o meu;
Seu caminho é inverso ao meu;
Como conciliar?
Isso adoece a alma, preciso de calma;
Querer, desejar, tudo passa, a alma não passa;
Priorizar;
O que me trás calma;
Que não é efêmero, nem incompleto;
Não quero pedaço, quero tudo;
Se não é tudo, é nada;
Não quero troca, recompensa por me doar;
Não quero quem precisa, não quero precisar;
Eu sou, e quero quem é;
Não quero resto, amor em dose;
Quero encher, transbordar;
Não quero ser limitada, sou o meu limite;
Não quero ser conduzida, sou minha própria senda;
Não quero o óbvio, quero mistério;
Não quero crueza, quero o sensível;
Não quero professor;
Vou me criando, construindo, evoluindo;
Com porções de vida;
O tempo passa, a beleza passa, a alma permanece;
E precisa ser sempre bela;
Por isso vou renunciar, vou resignar;
Tudo que é transitório;
É flor, mas murcha, é sol, mas se põem;
É e não é, nem sei o que é;
Vou cortar as cordas, soltar o barco, quero que vá;
Sozinha, limpa, calma, paz, alma;
Estou comigo, com minha paz, com minha calma;
É tudo que preciso reter, o mais dissolverei.
Raquel G Morais, 03/07/18.
Imagem do Google.

Nenhum comentário:
Postar um comentário