Alma que vejo, que sinto;
Porque se esconde de mim?
Porque te perturbas?
Construíste um muro que não consigo transpor;
Minha alma se entristece e sai a procura;
Quem sabe um dia, abrirás uma pequena porta, por onde; passarei, e contemplarei a paisagem do seu ser;
Mesmo que tudo desabe, os sonhos se frustrem;
Mesmo que seja tarde demais;
Diferentes tempos e espaços;
Para a alma não existe tempo, nem noção de espaço;
Falaremos além das palavras;
Sentiremos além da matéria;
Poderemos brincar, correr, saltar montes e outeiros;
E se perder na imensidão desconhecida que habita em nós;
E no silêncio, ouviremos a canção, que entoa no fundo da nossa alma.
Raquel G Morais, 26/07/18.
Imagem do Google.

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