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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

VAZIO ENSURDECEDOR


Vazio ensurdecedor

A gente se encontra, qualquer dia, qualquer hora
Que diferença faz, se não temos nada a dizer? Nada novo ou interessante?
De supérfluo, eu dispenso, deteriora
Se nosso silêncio fosse agradável....Mas tu não tem o silêncio que preciso
Falar de quem? Não me interessa, é maçante
Porque perder tempo com você?
Meu tempo é precioso, e tu vale tão pouco
Sua entrada triunfal, com inteligência e sabedoria, foi doce
Mas o estoque era irrisório
Suas palavras são vazias, sem esboço
Não toca a alma, secas de amor
Sem conteúdo, mata qualquer sentimento probatório
Tudo em vão
Falar de mim? Não tem nada a dizer, sou um ponto de reticência
Falar de você? Não...Já vi e sei o suficiente
Não quero pra mim, nem passar adiante
Tu que saia pela tangente
Não é arrogância ou superioridade
É amor próprio, autoconhecimento
Assumo meus defeitos, não peço que os suporte
E não vou suportar os seus
Quero me limpar, de antigas amarras e obrigações
Quero meu espaço, se aborte
Palavras vazias, barulho insuportável
Quero mais serenidade, mais leveza
Fico comigo, com minha solidão, com meu silêncio impermutável
Companhias fieis, sábias, cheias de paz
Não seja um incômodo, saia do caminho que quero passar
No meu espaço não tem lugar
Sou diferente demais, diversificada demais, para a sua mesmice aterrissar
Para você só preciso de um segundo
Tempo suficiente, para dizer adeus ao moribundo.

Raquel G Morais, 06/11/18.

Foto pessoal.



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