Eu Habito em Ti
Eu habito em ti, não tema o vazio, a solidão;
Preencher-te-ei, com minha alma derramada;
Não pegue outro caminho, outra direção;
Não sou o suficiente?
Você é a abertura dos meus pensamentos, dos meus sonhos aclamados;
Não preciso de comida, preciso de ti;
A refeição da vida;
Procuro seu olhar, para enganar minha paixão;
Mas nunca enganarei meu coração;
Posso fingir, se a lembrança insistir, que esqueci, que não sofri;
Uma brasa insana, motivo do existir;
Difícil não te perceber, não te querer, na nostalgia do silêncio;
Não quero viver de engano, nesse transcorrer;
Estar com você, é um vício infinito;
Minhas palavras voam no vento;
E me joga contra você;
Estou voando longe, não me segurem;
Amar e não ter, é a verdadeira dor;
Sou o vinho, a taça, você o degustador;
Tudo que escrevo é nada;
Diante do sentimento arrebatador;
Eu sou o soneto, você a rima;
Sou a ironia da tristeza;
Embrandecer de pedras duras;
Derreto o gelo do Everest;
Numa cidade moderna;
Sou a sereia do oceano, a melodia da vida;
Um pássaro cantando no crepúsculo;
Uma flor arroxeada, os cabelos de uma ninfa, que se confundi com as nuvens;
Tentação de Adão, dentro do jardim;
Mas, do que adianta ser tudo isso, se não tenho você comigo?
Assim, sou ou um holofote de luz apagada;
O antigo pastor de um rebanho;
Céu sem estrelas, cicatriz que ainda sangra;
Quer nascer em outro destino? Não quer continuar na minha trilha?
Não serei uma amarra, um empecilho;
Se quiseres ir, te deixarei partir;
Se tiver que ser meu, voltarás;
A liberdade é o espaço que a felicidade precisa;
Assim, poderá voltar, quando a saudade apertar;
Prefiro você, a um mundo inteiro;
Que eu perca tudo, mas não perca você.
Raquel G Morais, 18.
Foto pessoal.

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