Alma errante
Alma errante, que não quer mais existir
O calor do sol não mais aquece
Tudo se enrijece
Agoniza, e quer sumir
Encontrar um novo universo
Restaurar seu vigor e luz
Sem força, não se locomove nesse adverso
Outras almas se inclinam, prontas para julgá-la
Como julgar o incompreendido?
Atirar palavras, traindo sua própria alma
Escondendo seus pecados
Então ela se refugia, para livrar-se desses malditos
Isolada, congelará ou implodirá
O tempo cobra decisão, um veredito
Segue calada, no universo cruel, o que ele trará?
Abre os olhos cansados, pensando... O fim está próximo
E vê, um imenso brilho de uma alma fugitiva, e observa
Junta as últimas forças, e imerge nessa luz
E como um raio, partem anônimas
Juntas exploram os céus
Se renovam, e brilham cada dia mais
Não são mais cativas do universo doente,
Livres, sem nenhum dilema
Podem ir onde a imaginação alcançar
Ver o nascer de uma estrela, em explosão de cores e faíscas
Vagar sem destino
Envolvidas em vida plena, resolvem qualquer problema
Visão sem antecedentes, energia que surge de dentro
Tem sentimentos, e nomeiam seus momentos
Então não julguem pela aparência
O que as fazem feliz, ninguém vai entender
Está além do que se pode ver
Acreditar sem repensar
Oferecer o que não se pode ver, sem condensar
Por isso não cobrem o que não possuem
Sinta dores, perca amigos, perca amores
Não permita julgamentos
Que todos julguem a si, com temores
Estão, estarão prontos no juízo final
Que será
Imprescindível, celestial, salvador ou abominável
Decisivo, ninguém escapará.
Raquel G Morais, 09/11/18.
Foto Pessoal.

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