O nada que Destruiu Tudo
Tudo girando, cada giro uma visão, uma interpretação;
Depende da localização, nível de elevação;
Nada absoluto, é como o núcleo da terra, que constantemente ebula;
Quem vive para chegar ao cume?
Mãos ansiosas nunca pegará esse troféu;
Não há diferente, tudo o mesmo destino;
Todos chafurdando na lama que produziu;
Cavando a própria sepultura;
Não há retorno, refazer a história;
O livro foi rasgado e queimado, não há mais papel;
A fumaça escura da sua existência;
Cobre o sol, cobre a lua, escurece o mar;
Provoca furações, irrita os vulcões;
Um nada que destruiu tudo;
Assola sua própria morada;
Comer riqueza, para saciar a fome?
Um estômago insaciável, cheio de tentáculos, dedos incontáveis;
Pega tudo que encontra;
Digere com seu ácido profano;
Os restos na sua boca, apodrece e fede, e é repetido como um mantra;
Corpo de aço e pés de barro;
Desenraizado, caules extirpados;
Despido de toda folhagem;
Morrerá seco e enrijecido;
Levando dentro de si, todo ouro toda a prata;
A alma tão negra, nunca enxergará o caminho de volta.
Pois esse, se tornou desconhecido.
Raquel G Morais, 24/11/18.
Imagem do Google.

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