Coração rasgado, sangra melancolia e aspirações;
A alma dividida, entre o que é e o que nunca foi;
O corpo deseja pelo toque, nunca tocado, mas sentido em divagações;
Deitados sobre as brasas do querer, que corrói;
Cercado por tochas de abnegação;
Lançado no iceberg do não;
Provou o mel, agora prova o fel, mas querendo expurgação;
Existe somente o agora incerto;
Nem passado, nem futuro;
Nas margens do rio dos sonhos, sem poder mergulhar, e seco como um deserto;
Andando em prados sem vegetação, sem como descansar o corpo castigado e inseguro;
Olha em todas as direções, e só vê o nada;
O olhar vaga disperso, não há ponto de retenção;
Todo ser estarrece, o rosto vira uma máscara, que esconde o sofrimento do coração e alma;
Um barco sem remo, sem bússola, levado pelas circunstâncias, em águas traiçoeiras, sem uma tábua de salvação;
Jogado contra as pedras de uma realidade impensada;
Nunca buscada, mas pelo caminho trilhado, podia se prever o fim, com dor extremada.
Raquel G Morais, 27/02/19.
Foto Pessoal

Nenhum comentário:
Postar um comentário