As Areias do Tempo
Estava sonhando....Sonhando com você, com
nós;
Sonhando que tudo era diferente, que o tempo
voltou atrás;
Que tivemos uma chance, que nosso amor era
possível
Era real, e não estávamos flutuando em dois
mundos que compraz;
Que o imaginário fantástico, se materializou
numa realidade esplêndida e acessível;
Podíamos viver no mesmo espaço e tempo;
Colocar o sonho para fora, e gritar ao mundo;
Vivo e meu ser lateja, com o novo sangue
correndo nas veias tenras;
Matamos a proibição, sepultamos a tristeza,
e a melancolia na terra funda;
E florescemos em toques, em beijos, em
carinhos;
Conhecemos nossa fragrância, nosso sabor;
E nossa fome de querer era infinita, um
torvelino;
Entre sorrisos e olhares, mergulhamos no
amor;
E bolha de prazer reluzia ao nosso redor;
Acostumados com o inferno, impactamos com o
céu;
Era divino, sublime e enaltecedor;
Orbitávamos a essência do nosso ser, quase
celeste;
Caminhando de mãos dadas, olhando o crepúsculo
flertar com a escuridão;
Mas como os sonhos não perduram, nossa
imagem foi esmaecendo;
E se
fundindo com a paisagem, em amplidão;
E ouvi o grito de um arauto, que anunciava a
morte, e com isso se aprazendo;
A morte do meu viver, que conheceu a
felicidade, de forma surreal;
E foi esmagado pela realidade da vida;
Tristemente, sigo buscando esse sonho irreal;
Que foi perdido, nas areias do tempo fugitivo.
Raquel G Morais, 13/02/19.
Imagem do Google

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