Sóbrio na Loucura
Todos os dias sinto sua falta
Me debato na saudade
Ouço as estrelas saboreando o céu, com cores de malta;
Perguntas que prefiro não ter respostas verazes
Imagino suas expressões, seu cheiro
Tenho saudade de nós
Só, sou um corpo vazio, um carcereiro;
Cadê minha razão, atroz?
Sou sóbrio na minha loucura, na minha insensatez
Irracional, que importa?
Não quero coerência
Não me enquadro em padrões impostos
Amar coerentemente é um tédio
Prefiro esse mar de misturas misteriosas
Idealizável, imensurável
Ninguém é tão sábio para discerni-lo, ou defini-lo
Ninguém é tão idiota para não senti-lo
Se o amor fosse razão, tivesse respostas e definições
Seria a morte de tudo que acredito
Pois parte de mim é delírio
E a outra parte também
E se tiver uma terceira parte...
Quem sabe o que seria?
Raquel g Morais, 18.
foto pessoal.

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