Prisão Sem Grades
Colaboração: Elias Magalhães + Raquel G Morais
Estou preso dentro de mim, preso nas amarras que criei;
Afogando-me, nas profundezas da minha tristeza;
Num passado perdido, nos labirintos do tempo;
Em um caminho de relva seca, pisada por meus pés desgastados, sedentos, cinzentos pela poeira existente;
Aonde está minha nova terra, onde eu deveria plantar meu jardim?
Caiu no precipício da minha dor, consumido por minha bílis;
Ácida, amarga, Incrédula e cruel;
Como me libertarei dessa cadeia sem grades? Onde sou vítima e juiz, meu próprio algoz?
Onde, solitário curto minhas angústias e dores?
Sou torturado por turbilhões de devaneios;
Saudade imensa de tempos felizes;
Mas, o que mais me tortura nessa cadeia sem ferrolhos;
É quando meus olhos gritam, e ninguém ouve;
E meu eco desesperado, é levado pelo vento;
Assim vou cumprindo minha pena;
As cabeças destituídas de ideias, de sensibilidade;
Rodeiam-me, e dizem que louco sou;
Insanos... Não compreendem que a existência é uma odisseia, e não algo singular;
Estou viajando no tempo, melancólico pelos intensos momentos que vivi;
Belos tempos, belos dias;
Tudo volta a minha mente, uma avalanche que abala minhas raízes;
Lentamente os dias passam, e a escuridão me circunda, pois bani o meu sol;
E o cruel dilema continua, e me pergunto;
Porque insisto em ficar aprisionado, onde não há grades nem cadeados sólidos?
O tempo me dirá, e me libertará.
Elias Magalhães +Raquel g Morais, 18.
Foto Pessoal

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