Um poeta nunca se aquieta, se contenta;
Querer o suficiente mata a alma;
É um câncer que suga nossos desejos;
Nunca contentar-se, nunca sufocar os sonhos de respirar um novo amanhã;
Ninguém é novo ou velho demais;
Para se realizar e amar;
O amanhã vai ser sempre um ponto desconhecido;
A inspiração, a paciência nunca vai ter limite, é transbordante;
Alegra a si, aos outros, com suas palavras e poesias;
Vivendo a vida, incoerente, irracional e decente;
Entre todos, você deve ser o primeiro, na sua lista de urgência;
Um poeta nunca morre, seus anos são infinitos;
Suas palavras nunca passarão;
Pois é a salvação desse mundo, de amor ínfimo;
Não meça seu tempo, viva hoje como se fosse para sempre, sem hesitação;
Às vezes a tristeza te toma, pela indiferença das pessoas;
As palavras ditas são perdidas no silêncio, no esquecimento;
Palavras repetidas, sempre novas, pedindo atenção e despertamento;
Pois são como buzinas, chamando para vida, para o amor;
Tirando as ferrugens e as nódoas, impregnadas pelo tempo sem uso;
Não deixem que a poesia seja enterrada;
Pois ela nos mantem vivos, é a fonte, as marcas de todos os sentimentos;
Ela canta ao coração, a imaginação e a alma;
Se ela se for, também se vão os sonhos, a magia e o encantamento;
Todos perderão a parte mais bonita, mais alucinante, mais rica que habita no ser humano.
Raquel G Morais,10/12/18.
Foto Pessoal
Nenhum comentário:
Postar um comentário