Coluna que Segura o Templo
Amor...Irracional, sem perguntas, sem
respostas;
Tudo passageiro ou eterno, ouve as estrelas
e saboreia o céu no firmamento;
O sol é a sua morada, e a lua sua cama
posta;
Perde-se no labirinto das estrelas;
É amigo do lobo e do cordeiro;
Da macies da vida, da luz e do caos, tudo se
nivela;
Acende e desenha o riso, e brinca com a alma
trigueira;
Esperança, empirismo, nobre, espírito fugaz
ou sólido sentido;
Uma mistura homogênea e diversa, que o
sustém;
Fantasia, vida, medo, não há dois amores
iguais, como também o dia;
Nuvens do que já viveu, vazio do que viu,
viveu e sentiu;
É de todos os mares, represas, lagos e rios;
Mora na presença, na ausência, no riso e na
dor;
Idade, tempo desesperado, enxerga algo onde
ninguém viu nada;
É cura ou doença, humildade, orgulho,
quente, frio, avassalador e desbravador;
Flexível ou inflexível, fascinante e
apaixonante, uma granada;
Vai além da alegria e da tristeza, triunfa
sobre a desgraça;
Tudo é verdade diante do amor, pois ele não
enxerga, ele sente;
Sabe coexistir em tudo, e em todos;
Diferentes tipos, componentes, e níveis de
amor que mantém;
Ele é a coluna alicerçada, que segura todo o
templo;
É luz, é fio de ouro, bordado nos tecidos rústicos
da vida sedenta.
Raquel G Morais, 26/12/18.
Foto Pessoal.

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